domingo, maio 04, 2008

Los Vivancos (lê-se Bibancos, como no Norte)


Acabei de chegar do concerto de Los Vivancos e ... hermanas,


Puta madre ! Olé !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(Não sei se eles dançam. Essa parte eu não vi)

sábado, maio 03, 2008

tradições cruéis : lançamentos de bébés em Solapur, (India)


Se sobreviver, está apto para a vida ..., segundo a cultura indiana.

Durão cresceu

"Ontem, ontem tinha agá, hoje não tem. Hoje ontem tinha agá e hoje, como ontem, também tem." (Millôr Fernandes)

não deixem de sonhar


um sonho que se tornou realidade

efeitos especiais

anúncio de antigamente



Um anúncio destes, nos dias de hoje, provavelmente dava cadeia

sons do fundo do mar


bacalhau que nunca chega


As proporções: o mesmo peso de bacalhau e cebola, e a metade em batatas. E 5 ovos.

Na véspera põe-se o bacalhau de molho, trocando a água pelo menos sete vezes. Depois, dá-se uma fervura rápida e quebra-se o bacalhau em lascas pequenas, mas gorduchas.

Prepara-se a batata palha, descascando e ralando as batatas, secando-as apertadas num pano de prato e depois fritando-as em óleo bem quente. Não se deve usar batata palha industrial comprada em supermercado.

Num pouco de azeite, numa panela de ferro de fundo grosso, frita-se chouriço picadinho. Neste azeite, que fica vermelho por causa do chouriço, com alguns dentes de alho esborrachados, refoga-se a cebola, picada bem miúdinho, até se tornar uma pasta. Mas pode-se parar antes, se preferir-se a cebola mais consistente. Para dar mais cor, pode-se acrescentar colorau.

Acrescenta-se o bacalhau, mexendo bem para incorporar à cebola. Desliga-se o fogo e na panela ainda bem quente rega-se a pasta de cebola e bacalhau com os ovos bem batidos. Recomenda-se bater as claras em neve à parte e depois juntar as gemas. O calor do bacalhau cozinha levemente os ovos. Mistura-se bem e deixa-se descansar. Enfeita-se com pimentões coloridos picados, azeitonas sem caroço cortadas em rodelas, alcaparras e salsa.

Na hora de servir, aquece-se bem a panela e acrescenta-se a batata palha, misturando bem. A batata dá o crocante e ajuda a equilibrar o sal do bacalhau. Corrigir o sal, se for preciso, e temperar com pimenta preta moída fresca a gosto.

É tão bom que as pessoas repetem até acabar, daí o nome: bacalhau que nunca chega. No dia seguinte, se sobrar, acrescenta-se mais batata palha para voltar a ficar crocante.

Esta receita é praticamente idêntica à do tradicional Bacalhau à Brás. Muda só a ordem dos factores, o que muito altera o produto.

11 contos que temos que ler


1 – O Barril de Amontillado, Edgar Alan Poe
2 – As Formigas, Lygia Fagundes Teles
3 – Bernice bobs her hair, Scott Fitzgerald
4 – O Príncipe Feliz, Oscar Wilde
5 – A Auto-Estrada do Sul, Julio Cortázar
6 – Impostor, Philip K. Dick
7 – Rocking-Horse Winner, D.H. Lawrence
8 – O Sabe-tudo, Somerset Maughan
9 – Substância, Guimarães Rosa
10 – Passeio Nocturno, Rubens Fonseca
11 – Pierre Menard, autor do Quixote, Jorge Luis Borges

a importância de viver



"Para mim que sou espiritualmente filho do Oriente e do Ocidente, a dignidade humana consiste nos seguintes factos, que distiguem os homens dos animais. Primeiro, que tem uma desportiva curiosidade e um gênio natural para explorar o conhecimento; segundo, que tem sonhos e um elevado idealismo (às vezes vago, ou confuso, ou errôneo, é certo, mas valioso de qualquer modo); terceiro, e isto é o mais importante, que pode corrigir seus sonhos pelo senso do humor, e restringir assim seu idealismo por meio de uma realismo mais robusto e mais sadio; e finalmente, não reage mecânica e uniformemente ante o que o cerca, como o fazem os animais, mas possui a capacidade e a liberdade de determinar suas próprias reações e modificar à vontade o que o rodeia.(...)Em suma, minha fé na dignidade humana consiste da crença de que o homem é o maior vagabundo que existe sobre a face da Terra. A dignidade humana deve estar associada à imagem de um vagabundo e não à de um soldado obediente, disciplinado e arregimentado. O vagabundo é provavelmente o tipo mais glorioso de ser humano, assim como o soldado é o tipo mais baixo, segundo essa concepção. (...) O vagabundo será o último e mais formidável inimigo das ditaduras. Será o campeão da dignidade humana e da liberdade individual e será o último a ser conquistado. Toda a civilização moderna depende inteiramente dele."

Lin Yutang em "A Importância de Viver"

Duro é aprender o ofício da arte de aceitar as perdas...


One Art
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The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
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Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
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Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
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I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
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I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
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---Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
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Uma arte
Elizabeth Bishop
Tradução de Horácio Costa
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A arte de perder não tarda aprender;
tantas coisas parecem feitas com o molde
da perda que o perdê-las não traz desastre.
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Perca algo a cada dia. Aceita o susto
de perder chaves, e a hora passada embalde.
A arte de perder não tarda aprender.
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Pratica perder mais rápido mil coisas mais:
lugares, nomes, onde pensaste de férias
ir. Nenhuma perda trará desastre.
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Perdi o relógio de minha mãe. A última,
ou a penúltima, de minhas casas queridas
foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder.
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Perdi duas cidades, eram deliciosas. E,
pior, alguns reinos que tive, dois rios, um
continente. Sinto sua falta, nenhum desastre.
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- Mesmo perder-te a ti (a voz que ria, um ente
amado), mentir não posso. É evidente:
a arte de perder muito não tarda aprender,
embora a perda - escreva tudo! - lembre desastre.
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Este video é o final de um programa de uma hora, One Art, sobre a poeta. Mas para ver o programa todo, que é óptimo, inscreva-se antes no site www.learner.org. A inscrição é gratuita.

sentimento démodé


Stephan Zweig diz tudo sobre compaixão no prefácio do seu livro "Coração Inquieto":
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"Há precisamente duas espécies de compaixão. Uma em que a impaciência que tem o coração de, o mais depressa possível, se libertar da emoção penosa ante o sofrimento alheio. A outra, a única de valor - a compaixão não sentimental, mas eficaz, que sabe o que quer e está decidida a paciente e compassivamente aturar tudo até o extremo de suas forças e mesmo ainda mais."
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Porque as pessoas, quando estão tristes e com raiva, olham para quem está tentando ajudá-las e dizem “não sinta pena de mim! Não preciso da sua piedade!”? Parece que virou moda isso, esse desprezo pela compaixão dos outros. Faz sentido, num mundo que exige apenas pessoas seguras, auto-suficientes e fortes, dizer algo assim. Mas que tipo de pessoa realmente faz isso, escorraça alguém que saiu do próprio caminho para estender a mão?

Uma das poucas coisas realmente boas que o cristianismo fez pela humanidade foi colocar a compaixão na ordem do dia, como uma virtude a ser praticada sempre, condição necessária para o paraíso. A piedade não era mais uma fraqueza de quem não era suficientemente bravo para vingar uma ofensa ou tomar algo para si.Hoje em dia, com várias virtudes cristãs saindo de moda (e boa parte delas já vai tarde), as pessoas simplesmente decidiram que sentir pena é uma forma de condescendência, uma ofensa terrível. Não, não podemos ter compaixão, temos que dar tapinhas nas costas da pessoa e dizer que “a vida continua, seja forte, levanta sacode a poeira e dá a volta por cima, é isso aí!” e perguntar quando ela vai devolver aqueles vinte euros que emprestamos na semana passada.

Provavelmente isso acontece porque se considera tão anti-natural uma pessoa estar triste, derrotada, com problemas ou sofrendo. Então a pessoa nessa situação é um leproso, que deve ser evitado com um leve constrangimento e que deve carregar um sininho, na forma de uma raiva mal-disfarçada e um orgulho falso, para avisar aos outros da sua infeliz presença. Afinal, alguém pode acabar se contagiando, ficando com dó, compartilhando a tristeza daquela pessoa, credo.
A própria palavra compaixão, na sua origem, significa “sentir junto”. Na minha opinião, é isso que nós devemos às pessoas que amamos: sentir as coisas junto com elas, boas ou más. Se ficamos felizes porque elas estão felizes, nada mais natural que a infelicidade dessas pessoas nos faça sofrer também. E isso é bom! Isso é um sinal de humanidade, quem é incapaz de sentir pena não é gente.

Nunca vou dizer que não sintam pena de mim. Se eu estiver na merda, infeliz, sofrendo, podem sentir pena. Por favor, sintam pena. Só me vai fazer bem saber que alguém vai sofrer um pouco porque se importa.
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Desconheço o autor
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Muita gente, talvez a maioria das pessoas, confunde compaixão com pena. Mas uma coisa não tem nada a ver com outra.
Sentir pena de algum ser ou do que quer que seja, significa que estamos nos sentindo numa condição superior à daquele ser, no sentido de que nos encontramos em uma situação melhor do que a dele, por não estarmos passando pelo mesmo sofrimento que ele vive naquele momento. E nesse caso, geralmente nos permitimos algum tipo de julgamento quanto a esse ser, ou mesmo quanto à situação que originou esse sofrimento.
Ter compaixão, no entanto, significa colocar-se incondicionalmente ao lado do outro, sem qualquer tipo de julgamento quanto à situação que ele está vivenciando, sem nenhum outro sentimento que não seja o de propiciar alívio à situação na qual aquele ser se encontra.
A compaixão exige de nós uma atitude, uma acção. Exige que nos coloquemos na situação em questão, e que nos ofertemos, ou a algo de nós mesmos, para que essa situação se resolva. Exige que estejamos presentes, que sejamos actuantes, que nos posicionemos.
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Como disse o Milan Kundera, em "A Insustentável Leveza do Ser", sobre essa compaixão, não com o substantivo sofrimento sendo passivo, mas sim sentimento:
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"A compaixão designa a mais alta capacidade de imaginação afectiva, a arte da telepatia das emoções.
Na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo"

um excelente ponto de vista

Sobre a Guerra :
«Sempre que leio alguém argumentando contra a Guerra do Iraque percebo que ele mistura, acho que sem perceber, argumentos contra a Guerra do Iraque e argumentos contra todas as guerras que jamais existiram. Assim no meio de argumentos mais ou menos cabíveis contra a Guerra do Iraque a pessoa começa a falar em crianças sendo bombardeadas, etc. Isso talvez aconteça com todas as guerras que acontecem no presente e não no passado: você aceita que algumas guerras devem ser travadas apesar do sofrimento dos civis, especialmente uma ou outra guerra escolhida a dedo no passado, mas se a guerra está sendo travada agora, e o sofrimento dos civis aparece com frequência nos jornais, em fotos coloridas, e a guerra é impopular ainda por cima, você esquece que havia aceitado que algumas guerras devem ser travadas apesar do sofrimento dos civis, e passa a mencionar crianças bombardeadas no meio de argumentos contra aquela guerra específica. Isso faz com que cada governo que queira travar uma guerra tenha que defender não só aquela guerra específica, mas voltar atrás a um ponto que já parecia ter sido universalmente aceite e defender de novo, e de novo e de novo, a necessidade de algumas guerras em abstrato.»
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Autor: Alexandre Soares da Silva

sexta-feira, maio 02, 2008

porque há comentários que merecem publicação

Fotografia de Zélia Paulo Silva
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O NOSSO QUERIDO ALÉM TEJO
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Alentejo: palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar. O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.Portugal nasceu no Norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe. Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para o homem comum, fica muito longe, para um alentejano, fica já ali. Para um alentejano, não há longe, nem distância, porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre. Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina. Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos. D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?» Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar. E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.Mas, para que uma pessoa se ria de si própria, não basta ser ridícula, porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama. Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram. E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?
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Autoria: Zona 8
Informações úteis
Como chegar:

Para os nossos amigos lisboetas que se aventurem pelas estradas do Alentejo e necessitem de pedir informações sobre as distâncias tenham em conta que logo além é uma unidade de medida de comprimento, muito utilizada no Alentejo, que varia entre 50 metros e 100 quilómetros, mais coisa menos coisa. Portanto, sempre que alguém vos indicar uma direcção apontando o dedo e dizendo: Isso é logo além!

Já sabem que, andando nessa direcção, mais cedo ou mais tarde vão encontrar o local.


Nas terras do Além-Tejo
ao fim dos vales, um monte
Quatro noites para um rio
encontrei-te junto á ponte...
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Do passado de um rio
ficou por contar a primeira vez
O passado de um rio ficou de voltar outra vez
Passaste como um rio
que eu cantei e me deixou aqui
passaste como um rio
e eu não sei passar sem ti...
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Soube o teu nome além Tejo
talvez fosses quem perdi
Passaste como um rio
e hoje não passo sem ti
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(Sétima Legião, "Mar d'Outubro")
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“Assim vai a vida em Mourão, terra onde ninguém ralha e ninguém tem razão, onde há bom vinho e excelente pão, onde um bicho com quatro patas é invariavelmente um cão, onde as estrelas assumem nova dimensão, onde existem inúmeros trabalhadores ávidos de exploração, e há pessoas a favor e outras não, velhinhos com doenças do coração, um taberneiro sem uma mão, um guarda fiscal que é cabrão, cada casa tem um portão, cada rosa um botão, cada sanita um sifão, cada nota um cifrão, cada cantiga um refrão. Primeiro que tudo, felicitemos o jovem Ghozé Pablito, distinto arqueozoólogoendocrinologista que, graças ao rol de maleitas de que sofre, se escapou brilhantemente de servir a Pátria, através do Serviço Militar Obrigatório, perdendo assim uma excelente oportunidade de ser útil à Nação, de se transformar, ainda que transitoriamente, num glorioso filho do povo em armas, de defender intransigentemente a Constituição e, quem sabe, de conquistar, quiçá – sim quiçá! – a troco da própria vida ou da vida dos outros, uma lindíssima condecoração, que o paizinho guardaria, com os olhos rasos de água, numa vitrina com luzes indirectas, exibindo-a às visitas, ao mesmo tempo que, escorrendo saliva pelos cantos da boca (também conhecidos por comissuras), contaria a odisseia, epopeia, melopeia, geleia ou centopeia do querido filho que, já com a farda verde esperança manchada de sangue, se arrastou para além das linhas inimigas, numa tentativa desesperada de partir os dentes ao general contrário, que sofria de halitose e cheirava mal dos sovacos. Aguardamos ansiosamente um relato pormenorizado desse feito glorioso (referimo-nos obviamente ao episódio que conduziu ao carimbo: “inapto”).(…) Claro que não farei a lista do que não há em Mourão. Seria longa e fastidiosa. Não há, por exemplo, uma papelaria digna desse nome: há uma loja, do sr. Joaquim Arranhado, que é primo do Carapêncio e cunhado do Serrano Destapado, cuja tia, a Dona Suzana Suzano, se amantizou com o Manuel Chaparro, amigo do Chilreta, loja essa que vende cartolina, lápis, borrachas, presunto e batatas fritas Pála-Pála.” Daqui, do Coiso.

moda portuguesa para 2008 e anos seguintes



prazeres imediatos 16

Clica na imagem para veres o Mapa Mundi

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CUNNILINGUS IN N0RTH K0REA« by YOUNG-HAE CHANG HEAVY INDUSTRIES

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pixar



coisas práticas : saco-cama e cobertor


Ainda pode dar jeito ....

ai solidão, solidão


parabens, Zé TG


DIA 2 = DIA DA DIPLOMACIA
É um ser diplomata por excelência. É aquele que harmoniza o grupo e a família; o que possui o dom da reconciliação. É cooperativo, aparentemente tímido e vulnerável, de certa maneira passivo, mas sempre atento aos detalhes de seu ambiente. Enquanto solteiro é comum envolver-se romanticamente e quase sempre tais romances são complicados. Precisa se casar, pois a vida de casado lhe trará muito mais tranquilidade, e onde encontrará um parceiro compatível e compreensível, sendo excelente marido ou esposa. No trabalho sente-se melhor desenvolvendo actividades ligadas a grupos ou recebendo ordens, pois com sua personalidade um tanto passiva, é amado por todos e é sempre excelente profissional. Não suporta ficar parado procurando sempre algo para fazer. É compreensivo com os sentimentos alheios e incapaz de ferir quem quer que seja. Um dos seus grandes defeitos é a inclinação para subestimar seus dotes e capacidades, tanto intelectuais como profissionais, sendo, muitas vezes, subordinado de pessoas com capacidades inferiores às suas. Poderá se dar bem em qualquer serviço público, diplomata, pesquisador, bibliotecário, contabilidade, serviços sociais, professor, principalmente na música ou de literatura. Caso não seja culturalmente desenvolvido, pode-se tornar cruel, inescrupuloso e até violento, no propósito de atingir seus objectivos.

50 livros obrigatórios


quinta-feira, maio 01, 2008

haute couture animal






coleccionadores de bilhetes de concertos

kiss


sugere uma profissão de futuro

Emalador(a) de camelos. Sabe como.


Emendadeira(o) de teias de aranha. Sabe como.

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As 10 piores perguntas de uma entrevista

1º de Maio


Autora: Grace Weston

apanhados de igreja

dá arroz, aprendendo

(Os bagos na foto são de cacau....)
Só hoje dei 2.700 bagos de arroz a quem tem fome. A brincar.

dietas e verão


I can't stand fat people who make excuses 'It’s glandular.’ It’s not glandular, it’s greed. 'It’s big bones.’ Yeah, big bones covered in meat and gravy.
- Ricky Gervais

(Trad: Não suporto pessoas gordas que dão desculpas do tipo "É hormonal." Não é hormonal, é ganância. 'Tenho os ossos largos. "Simmmm, ossos largos cobertos de carne e de molhos. -- Ricky Gervais)

de 5ª a 4ª

Categorias
Festival Fatal, Flae
Restaurante A Taverna
Exposição Estrada de Água
Concertos e Dj Sets Chullage, Xeg, Tequila...