domingo, outubro 12, 2008

o cabeleireiro Zohan



Estava-se no Outono. Os Índios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Indio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.
Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia.
Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.
O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha.
Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".
Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."
"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe.
O meteorologista respondeu :
"Os Índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."
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(Enviado pelo Xico. Obrigada)

a fina arte do envenenamento



é simples


Josh Pyke


o aspirador



enquanto esperas


Selo da Criança Grande

Deixar um blog atualizado é difícil na correria diária. O selo da Criança Grande é dedicado a todos que deixam o trabalho, família, amigos e a novela de lado para dividir pensamentos, fotos, sites, dicas e várias coisas úteis ou inúteis com o pessoal da blogosfera. Para mim, chegar em casa e atualizar o blog é como voltar no tempo em que chegava da escola e saía para brincar com os amigos. Repassem para quem vale perder um tempinho para fazer uma visita.
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E vai daí, fui nomeada. O meu MUITO OBRIGADA.

sábado, outubro 11, 2008

Morreu Ricardo Videla
















ESTE BLOG ESTÁ DE LUTO
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Mestre Ricardo Videla, que Deus lhe mostre a Luz e a Paz que todos os que privaram ou que o conheceram desejam para si.

Para a Mafalda Bettencourt, sua mulher, vão todas as nossas forças e toda a coragem que ela precisar.
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RICARDO VIDELA nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1939. Formação Profissional 1961 - Mestrado em Escultura e Pintura - Escuella Nacional de Bellas Artes Buenos Aires/Argentina.Convidado em 1989 pelo Casino de Estoril para uma Exposição Individual de Esculturas em Bronze. Voltou a Portugal em 1991, no qual se encontra e reside até á data.
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RICARDO VIDELA um escultor argentino de nascimento e formação com mais de duas dezenas de vivência no Brasil. As suas esculturas que traduzem a personalidade conseguida de um artista, cuja linguagem é marcada por uma pujante modernidade criativa e um código estético que se insere nos parâmetros da escultura contemporânea, traçados primeiro por Rodin, mas que vingaram e ganharam total autonomia, liberdade e força. Já nos nossos dias com Henry Moore Brancusi, Marini e tantos outros.
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RICARDO VIDELA, para além da licenciatura e do mestrado em escultura, obtidos na Escuella Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires. Têm consigo vários prémios atribuídos pela Municipalidade da capital Argentina, para além de outras distinções em mostras, em que participou no seu Pais de origem e no Brasil e Portugal. É incontestável, que a Argentina conquistou nas ultimas dezenas de anos, uma posição invulgar no mundo das Artes Plásticas, e hoje é pátria de grandes pintores e escultores. Sobretudo Buenos Aires, transformou-se num dos centros mais importantes de desenvolvimento da Arte Contemporânea da América Latina.
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RICARDO VIDELA (1939) pertence a uma geração de artistas argentinos, em cuja obra, de acentuado cariz modernista e privilegiando a figuração humana, no seu jeito de humanista latino, temperado pela doçura brasileira, se descobre uma grande sensibilidade e sensualidade estética, aliada a um domínio total de técnica, escolha certa das volumetrias, acerto na delimitação dos espaços e correcto tratamento das formas.Ao olharmos para as peças de RICARDO VIDELA, salta-nos ao espírito o livro de Henry Focillon - Vie des Formes - um dos poucos clássicos, que na História da Arte, analisa de maneira precisa a estética da Escultura e os frutos dessa Arte milenária, que são, as formas que na sua tridimensionalidade têm uma vida, uma existência autónoma gerada pela mão do artista que lhes deu o ser.
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Belas são as formas deste artista; com vida e com sentido estético, quer sejam abstractas ou figurativas: bio amórficas ou tão-somente concretistas. Utilizando como suporte dos seus trabalhos, mármore, bronze, poliéster. Também a prata, em pequenos trabalhos que são grandes jóias de criatividade e requintado sentido.
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RICARDO VIDELA dá-nos uma mensagem da Arte da América Latina dos nossos dias pujante, criadora e marcada sobretudo por um sentido profundo de modernidade e humanismo.
"Crítico de Arte - Dr. Nuno Lima de Carvalho"

sexta-feira, outubro 10, 2008

Paul Haig em "Something Good"



Ark

bom fim de semana



Jorge Ben em "Comanche"



terça-feira, outubro 07, 2008

a Terra vista de cima





hoje sinto-me assim


segunda-feira, outubro 06, 2008

o grande ditador



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«I’m sorry but I don’t want to be an Emperor—that’s not my business—I don’t want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone if possible, Jew, gentile, black man, white. We all want to help one another, human beings are like that. We all want to live by each other’s happiness, not by each other’s misery. We don’t want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone and the earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful. But we have lost the way. Greed has poisoned men’s souls—has barricaded the world with hate; has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed speed but we have shut ourselves in: machinery that gives abundance has left us in want. Our knowledge has made us cynical, our cleverness hard and unkind. We think too much and feel too little: More than machinery we need humanity; More than cleverness we need kindness and gentleness. Without these qualities, life will be violent and all will be lost. The aeroplane and the radio have brought us closer together. The very nature of these inventions cries out for the goodness in men, cries out for universal brotherhood for the unity of us all. Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people. To those who can hear me I say “Do not despair.” The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress: the hate of men will pass and dictators die and the power they took from the people will return to the people, and so long as men die [now] liberty will never perish.… Soldiers—don’t give yourselves to brutes, men who despise you and enslave you—who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel, who drill you, diet you, treat you as cattle, as cannon fodder. Don’t give yourselves to these unnatural men, machine men, with machine minds and machine hearts. You are not machines. You are not cattle. You are men. You have the love of humanity in your hearts. You don’t hate—only the unloved hate. Only the unloved and the unnatural. Soldiers—don’t fight for slavery, fight for liberty. In the seventeenth chapter of Saint Luke it is written “the kingdom of God is within man”—not one man, nor a group of men—but in all men—in you, the people. You the people have the power, the power to create machines, the power to create happiness. You the people have the power to make life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure. Then in the name of democracy let’s use that power—let us all unite. Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give you the future and old age and security. By the promise of these things, brutes have risen to power, but they lie. They do not fulfill their promise, they never will. Dictators free themselves but they enslave the people. Now let us fight to fulfill that promise. Let us fight to free the world, to do away with national barriers, do away with greed, with hate and intolerance. Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men’s happiness. Soldiers—in the name of democracy, let us all unite! Look up! Look up! The clouds are lifting—the sun is breaking through. We are coming out of the darkness into the light. We are coming into a new world. A kind new world where men will rise above their hate and brutality. The soul of man has been given wings—and at last he is beginning to fly. He is flying into the rainbow—into the light of hope—into the future, that glorious future that belongs to you, to me and to all of us. Look up. Look up.»

2005-2006.

Charlie Chaplin’s speech from “The Great Dictator”, transposed into sign language, by Jordan Wolfson.

Hell



London Elektricity 'All Hell Is Breaking Loose' from RadarMusicVideos on Vimeo.

O Quinto dos Infernos

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Para os colonizadores portugueses, que levavam a quinta parte (20%) de todo o ouro que se extraía no Brasil, isto aqui era o quinto dos infernos, terra de bugres mal-cheirosos. Toda essa grana era enviada para Portugal. Quando o navio, carregado com o ouro brasileiro, apartava em Lisboa, havia quem dissesse, torcendo o nariz: "Lá vem a nau do quinto dos infernos!"Apesar de grosseira, a expressão tem origem teológica, veja você. Na Idade Média, a Igreja definiu quatro tipos de inferno. O primeiro, o seio de Abraão, onde os papas passariam um tempo para sua purificação final; o segundo, o limbo, para onde iriam as criancinhas pagãs; o terceiro, o purgatório, onde as almas justas cumpririam estágio antes de serem admitidas no Paraíso; o quarto, o inferno propriamente dito, onde os pecadores arderiam eternamente. O quinto o pior deles tinha suplícios inenarráveis. Para lá se mandariam os piores inimigos. A rainha Carlota Joaquina, que detestava o Brasil, não perdia oportunidade de nos desancar. Ao embarcar de volta para Portugal, soltou a praga: "Até que enfim saio do quinto dos infernos".

Nunca ninguém desejou a você que fosse para “os quintos dos infernos”? Ou você nunca mandou que um seu desafecto fosse para “os quintos dos infernos”? Pois então, essa expressão que significa o auge da rejeição, o desejo da maior desgraça possível a alguém. “Vá p'ró inferno” você já ouviu, certamente, mas esse é fraco e até meio charmoso, muito usado pelas mulheres em relação aos seus parceiros, nos momentos tensos. Porém, quando o xingador especifica o lugar do inferno que ele quer que você vá, a coisa é grave e cheia de desesperança. E quando a coisa vem no plural, é para que não haja mais dúvidas, é porque não tem mais jeito.

Pois bem. O quinto do inferno, saiba você, é a parte mais próxima do chefe, o Lúcifer. É aquela para onde vão os traidores. Na baixa Idade Média, ainda no primeiro milênio, o Inferno era mais simples, assim como na década de sessenta do século XX, quando eu era criança. Era um lugar único, onde os pecadores eram jogados de cabeça para baixo e pronto. Era um lugar chatíssimo, embora quente. O Lúcifer ficava à vista de todos, qualquer um podia falar com ele, os pecadores todos misturados e sem crachá, era uma anarquia totalizante e improdutiva.

Na Idade Média, como você sabe, a Igreja mandava em tudo, moldava tudo. Era Deus no céu e o Papa na Terra. O Papa era rei de verdade, com território, exército e economistas. E os outros reis, que eram milhares e muito fracos, se submetiam ao império papal. Daí que o Inferno era simples por causa disso, por mesquinhez do Papa, um grande buraco sem conforto algum, sem divisão alguma, sem verbas de manutenção. Afinal, o Lúcifer era um anjo rebelde e o Papa não gostava de gente rebelde. Logo, ele não ia prestigiar o território do seu desafeto. Isso por um lado. Por outro, havia a má vontade geral para com o luxo e a diversidade e os arquitetos papais torciam o nariz para qualquer ambiente com mais de dois espaços.

Entretanto, a humanidade evolui. Ali pelo séculos XII, XIII, alguns humanos já estavam de saco cheio daquela monotonia infernal. Alguns faxineiros e jardineiros dos conventos e mosteiros, durante suas jornadas de trabalho, demoravam mais dentro das bibliotecas. Um livro caía, eles repunham na estante... Muitos livros caíam abertos... Já havia a praga da curiosidade... O fato é que descobriram Aristóteles, Virgílio e vários outros gregos e romanos e outros mais. Sabe como é, quinhentos anos é muito tempo, dá tempo para ver muitos livros caídos com as páginas abertas... Enfim, descobriram que havia gente estudando e escrevendo sobre o Inferno havia uns três mil anos e que aquela simplicidade toda divulgada pela Igreja era apenas uma tática para desvalorizar a concorrência. O Inferno era muito mais sofisticado. Tudo aqui.

Foge de mim Lucifer/ que te esmago se eu quiser/ com pilão ou com colher/ para depois te
comer/ Va de retro Satanás/ que te meto no cabaz/ onde esmagado serás/ pelas pinças da tenaz/
vai à vida Belzebu/ mete os cornos no baú/ que te embrulho em pano-cru/ e te como com peru/
glu glu glu glu glu glu glu (VIEIRA, 2006, p. 7)2.

Shilo


a falcoaria erótica


domingo, outubro 05, 2008

o que pode correr mal

A paciente e o cirurgião plástico

para que serve a gramática


"The greater part of the world's troubles are due to questions of grammar."
(Montaigne)
"A maior parte dos problemas do mundo deve-se a questões gramaticais" (Montaigne)

bem me parecia


Amsterdam, Antwerp, Athens, Berlin, Cairo, Dresden, Dublin, Geneva, Lisbon, London, Marseilles, Milan, Moscow, Rome, Seville, Toronto, e Warsaw … são todas cidades em Ohio, EUA.

quem tem sogra, sabe o que isto é



salvo raras excepções ...

também eu


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i need another place, will there be peace?
i need another world, this one is nearly gone.
still have too many dreams, never seen the light.
i need another world, a place where i can go

Outono Mágico

Sarah Fimm




para duas pessoas muito especiais


MARA e LUANDA

o céu


cozinhar os túbaros

Assunto relacionado:


vida low cost