quinta-feira, dezembro 11, 2008

Ensaio Geral do Concerto de Natal no CCB

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Concerto esgotado do Divino Sospiro

Ensaio Geral aberto ao público:
Dia 13
Preço único: 5 Euros
Para maiores de 6 anos
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Para o concerto de Natal, o Divino Sospiro preparou um programa sublime. O Concerto op. VI nr. 4 de Arcangelo Corelli, executado "con molti instrumenti", incluindo trompetes, oboés e fagote, será uma abertura brilhante para uma das peças mais paradigmáticas do período barroco, Gloria de Antonio Vivaldi. Em seguida, será apresentada uma das cantatas mais significativas de Bach, a Cantata BWV 63, uma das obras que ajudaram Bach a formar o modelo que aprimorou mais tarde nas inigualáveis Paixões. Neste concerto, para além da presença da contralto italiana Romina Basso, que tem desenvolvido uma carreira brilhante junto de quase todos os grandes agrupamentos europeus, destacam-se as promissoras vozes dos jovens solistas portugueses Raquel Alão, João Rodrigues e Hugo Oliveira.
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DIVINO SOSPIRO
Músicos :
RAQUEL ALÃO
MARCO ALVES DOS SANTOS
HUGO OLIVEIRA ROMINA BASSO
GRUPO VOCAL OFFICIUM
Direcção ENRICO ONOFRI

The Swedish Cook wears Armani

"Mi Niña Lola" de Concha Buika




Concha Buika é uma das mais interessantes e surpreendentes vozes espanholas dos últimos tempos que mistura influências e estilos musicais mantendo a autenticidade que a caracteriza.
16 Dez 2008 - 21:00
GRANDE AUDITÓRIO do CCB
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Nascida em Palma de Maiorca, onde se estabeleceu a sua família originária da Guiné Equatorial, foi nesta cidade espanhola que Concha Buika se iniciou no mundo da música, cantando em clubes de jazz e em bares. Mudou-se entretanto para Madrid e em 2005 lançou “Buika”, o seu primeiro trabalho, que obteve já alguma visibilidade. No entanto, foi com o seu segundo álbum “Mi Niña Lola”, que a cantora alcançou finalmente o reconhecimento internacional, arrecadando prémios e participando em grandes festivais, onde deixou a crítica e o público rendidos. O público português familiarizou-se com Concha Buika depois da participação da cantora em “Terra”, o mais recente trabalho de Mariza que a descreve como “uma voz única, muito, muito especial e que eu admiro bastante e que faz parte das minhas vozes preferidas”. Tão à vontade como se estivesse em casa e sempre com um sorriso no rosto, Concha Buika apresenta agora o seu terceiro álbum “Niña de Fuego”, um trabalho em que visita novamente a música popular espanhola com as coplas e viaja pela primeira vez até ao México e à ranchera, cantando ainda temas inéditos compostos por ela mesma e pelo produtor Javier Limón.

The New York Times : “A dark steel-wool voice and great rhythmicflexibility”.

Jaime Jasso


Fernando Pessoa visto por Frederik Heyman


Um Des(Conto) de Natal



Lancei um desafio sobre o tema do título, e eis que surge hoje a participação de Onaírda do blog "Bancada Directa".
Muito obrigada, amigo Onaírda.
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Menino Jesus : O tamanho em "equilíbrio"
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A história é real! Passou-se em 2004.
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Se a minha neta tem hoje nove anos de idade e se a senhora sua mãe garante que ela naquela altura, só tinha, ainda, cinco anos de idade, fácil é fazerem-se as contas e verifica-se, logo, que 2004 é o ano correcto para situar este acontecimento.
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Local do mesmo, uma qualquer rua inclinada na cidade de Elvas, onde num pequeno largo estava instalado um Presépio de Natal.
Naquele ano, e se calhar estava em moda, furtavam-se as imagens dos "meninos Jesus" deitados nas palhinhas. Já tinha conhecimento deste "feito" algures numa localidade do centro do país, não me lembro muito bem de qual.
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As autarquias faziam um esforço para instalar presépios de dimensão natural, para os habitantes dessas localidades "em proximidade" e sentissem o espírito do Natal. De boas intenções está o mundo cheio. E as autarquias também!
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Um dos meus netos, o mais velho, tinha ido visitar os avós maternos a Queluz. Da janela do comboio viu uma inscrição mural antes de chegar à estação de destino e que rezava assim: "Olivença é nossa"! Despertou-lhe esta afirmação uma certa curiosidade e quando voltou a casa interpelou sua mãe para o esclarecer. Depois da explicação suficiente, até acharam graça que a família poderia ir visitar Olivença e confirmar que esta cidade espanhola, de população assumida como tal, ainda tinha vestígios, por inscrições em monumentos de que tinha sido pertença de Portugal.
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Depois da visita a Olivença foi o regresso a casa com uma paragem em Elvas. Fomos surpreendidos pela instalação de um Presépio de Natal, com figuras em tamanho natural numa rua inclinada onde num pequeno largo havia um pequeno lago. E neste enquadramento o presépio era bem visível, mas tinha um efeito negativo que nos entristeceu: a imagem do menino Jesus não estava nas palhinhas deitado.
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Disseram-nos no restaurante ali perto que tinha sido furtada durante a noite por uns galdérios já homenzitos. Num dos jantares de família pouco dias depois, o neto mais velho realçou a bondade da irmã Ana Catarina dizendo que esta, com o seu apoio, tinha enviado, via encomenda postal, uma imagem do Menino Jesus, para o Presidente da Câmara de Elvas, para preencher a cama de palha de onde tinham furtado a imagem.
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Pensámos que estavam a brincar, mas o talão de envio da encomenda dos Correios de Portugal confirmava o envio da mesma.
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O pai começou-se a rir e observou:
-Não me digas que enviaste aquele Menino Jesus pequenino, que não mede mais de 10 centímetros?-Foi, respondeu a catraia.
- Tu és uma tonta. Então no lugar de um Menino Jesus, que devia medir pelo menos meio metro, tu querias que lá pusessem uma miniatura?
A resposta surgiu rápida, eficaz, mortífera.
-Vocês são uns tontos e não se dão conta do que é o "equilíbrio" do Menino Jesus!
-Explica-me lá isso e destroca-me por miúdos, disse o pai.
-Então reparem! Se foram homens grandes que levaram o Menino Jesus que era grande, eu que sou pequenina só podia mandar um Menino Jesus pequenino!
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Uma boa acção não tem que ser grande para ter valor. Às vezes o que é pequeno vale mais do que uma coisa grande. E equilíbrio é necessário!
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Onaírda, vulgo Adriano Ribeiro

Fundacion Mítica de Buenos Aires


¿Y fue por este río de sueñera y barro
que las proas vinieron a fundarme la patria?
Irían a los tumbos los barquitos pintados
entre los camalotes de la corriente zaina.

Pensando bien la cosa, supondremos que el río
era azulejo entonces como oriundo del cielo
con su estrellita roja para marcar el sitio
en que ayunó Juan Díaz y los indios comieron.

Lo cierto es que mil hombres. y otros mil arribaron
por un mar que tenía cinco lunas de anchura
y aún estaba poblado de sirenas y endriagos
y de piedras imanes que enloquecen a la brújula.

Prendieron unos ranchos trémulos en la costa,
durmieron extrañados. Dicen que en el Riachuelo,
pero son embelecos fraguados en el Boca.
Fue una manzana entera y en mi barrio: en Palermo

Una manzana entera pero en mitá del campo
presenciada de auroras y lluvias y sudestadas.
La manzana pareja que persiste en mi barrio:
Guatemala, Serrano, Paraguay, Gurruchaga.


Un almacén rosado como revés de naipe
brilló y en la trastienda conversaron un truco;
el almacén rosado floreció en un compadre,
ya patrón de la esquina, ya resentido y duro.

El primer organito salvaba el horizonte
con su achacoso porte, su habanera y su gringo.
El corralón seguro ya opinaba: YRIGOYEN,
algún piano mandaba tangos de Saborido.

Una cigarrería sahumó como una rosa
el desierto. La tarde se había ahondado en ayeres,
los hombres compartieron una pasado ilusorio.
Sólo faltó una cosa: la vereda de enfrente.

A mi se me hace cuento que empezó Buenos Aires:
La juzgo tan eterna como el agua y el aire.

Jorge Luis Borges, 1929

de 5ª a 4ª

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Categorias
Concertos ao Almoço no São Carlos
Dj Set PAK PAK
Venda de Natal ARTICULA
Fado à Desgarrada Tasca do Jaime
Exposição V, BIPOLAR

quarta-feira, dezembro 10, 2008

knock, knock, who's there ?


arte em caixas de fósforos



máquinas de música

"All You Need Is Love", cantado por Jim Sturgess

John Lennon

Louis Kahn e a Biblioteca da Academia Phillips Exeter (1965-1972)




Uma autêntica demonstração de virtuosismo na modelagem, na iluminação, na mistura de materiais e nos enquadramentos.

calendário lunar


terça-feira, dezembro 09, 2008

700 camisolas contam uma história

"Running with the Beast" : um Benfica - Porto

Assunto relacionado: Aqui

Peter Welz


O Mar


Côr líquida


Colours from Charlie McCarthy on Vimeo.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

é no pano que se talha a obra


O COMPRIMENTO DO PÉNIS NA EUROPA
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1. France, comp:15.48cm, larg: 13.63cm
2. Sweden, comp: 15.36cm, larg: 12.78cm
3. Estonia, comp: 15.17cm, larg: 12.54cm
4. Hungary, comp: 14.99cm, larg: 11.81cm
5. Italy, comp: 14.95cm, larg: 11.95cm
6. Austria, comp: 14.89cm, larg: 12.10cm
7. Denmark, comp: 14.88cm, larg: 11.75cm
8. Belgium, comp: 14.77cm, larg: 13.19cm
9. Germany, comp: 14.61cm, larg: 11.80cm
10. Latvia, comp: 14.69cm, larg: 11.93cm
11. Lithuania, comp: 14.55, larg: 11.27cm
12. Romania, comp: 14.30cm, larg: 12.25cm
13. The Netherlands, comp: 14.28cm, larg: 11.35cm
14. Poland, comp: 14.21cm, larg: 11.62cm
15. Slovakia, comp: 14.19cm, larg: 11.54cm
16. Czech Republic, comp: 14.17cm, larg: 11.65cm
17. Bulgaria, comp: 14.09cm, larg: 11.69cm
18. Slovenia, comp: 14.01cm, larg: 11.72cm
19. Portugal, comp: 13.91cm, larg: 10.45cm
20. Luxemburg, comp: 13.82cm, larg: 11.40cm
21. Spain, comp: 13.58cm, larg: 10.43cm
22. Finland, comp: 13.52cm, larg: 11.13cm
23. UK, length: 13.32cm, larg: 11.32cm
24. Ireland, comp: 12.78cm, larg: 10.94cm
25. Greece, comp: 12.18cm, larg: 10.19cm

Audi 1939



Tom Cruise


«Ir ao quadro »: comunicação imediata

Tony Benn
Albert Einstein
Joanna MacGregor
Brian Eno

segue o teu destino, Alçada Baptista !



Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
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A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
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Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
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Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
A resposta
Está além dos deuses.
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Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
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Ficamos nós, e os laços ...

o Rei Mago BaltAZAR


Mais um desafio de Natal, desta vez no blog "A Barbearia do Senhor Luis", que recomendo.

Aqui vai a minha entrada no Concurso de Natal 2008 : O Rei Mago Baltasar.

domingo, dezembro 07, 2008

o CO2 que há na mente de deputados

Máquina de Aplausos
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Assunto relacionado: Roy the Toxic Boy

duas pérolas pescadas por um pirata vermelho




sábado, dezembro 06, 2008

um (des)conto de Natal



Contribuo amiúde no blog Bancada Directa (por falta de tempo, como sabem) mas recentemente desafiaram-me para participar com "Um Conto de Natal". Não faria muito sentido, depois da sua publicação, não o mencionar aqui. Aproveitem também para pôr a vossa cultura desportiva em dia e espreitem este blog. Há outro tipo de artigos, mas é essencialmente um blog desportivo.

E aproveitando a deixa, peço-vos encarecidamente uns pinhões (já viram o preço ?) para o blog de "A Mulher do Próximo" (não contando muito com isso, evidentemente, porque já sei o que a casa gasta) sobre o tema : "Um desConto de Natal" porque vai ser mesmo um Natal a fazer descontos ...

Seria descabido pedir-vos "Uma carta ao Pai Natal" , agora que já são crescidinhos !!! Convenhamos.

Aqui vai o meu exemplo: (como vêem cada um contribui com o que tem)
Quando o Natal era um conto, havia alegria e havia família. Na inocência do desembrulhar dos presentes, saltavam sonhos a cheirar a canela, a erva doce, a a casca de laranja. No Bolo Rei saiam trombetas de anjos de faces gordas, pintadas a dourado. O pinheiro reluzia e piscava ao compasso do coração.

Quando o Natal era um conto, havia música no ar. Nos corredores das lojas, as crianças abraçavam brinquedos, os pais condescendiam e esqueciam os caminhos trilhados de um ano quente e húmido, porém tranquilo. No olhar das gentes, um sentido que cruzava presépios e todas as estrelas.

Quando o Natal era um conto, a azáfama da cozinha recolhia-se nas mãos enfarinhadas das mulheres da casa, enfeitavam-se os doces e as tigelas dos figos, dos pinhões, das amêndoas e das ameixas. Fervia-se a fé em banho cauda, o sal provava-se na colher. À lareira, os homens mantinham o fogo e o calor da festa, reviam o passado, sonhavam futuro.

Quando o Natal era um conto, a mesa era branca e farta. A solidariedade e o sangue sentavam-se à mesa e esqueciam-se as azevias da vida. O arroz, sim, era doce. O amanhã grelava sobre o bacalhau azeitado, e bebia-se ao nascimento de novas esperanças.

Quando o Natal era um conto, havia sorrisos nos abraços. Os papéis e os cordéis acabavam dobrados nos sofás da paz. Acordavam felizes os apitos dos combóios, montavam-se as pistas, enfeitavam-se as bonecas, deitavam-se os palhaços e os peluches nas camas das crianças, abriam-se os perfumes e olhavam-se os relógios, faziam-se os puzzles com franca vontade, e voltava a ser Natal.

Assim era quando o Natal era um conto.
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Leonor de Saint Maurice aka Fresquinha