segunda-feira, dezembro 15, 2008

Sia em "Soon We'll Be Found"


Sia Soon We'll Be Found from Concord Music Group on Vimeo.

Ao vivo

Pai Natal !!! Ó Pai Natal !! Pai Na-tá-al ...!


O BMW Mille Miglia de 2006. Construído numa plataforma Z4.
Tás surdo ?

glória no mar


Um grupo de pessoas enlutadas e um homem resgatam, das profundezas do mar, familiares e amigos, tendo para o efeito construído um barco com o lixo que restou à passagem do furacão que assolou Nova Orleães. Um pequeno filme maravilhoso de 25 minutos, da autoria de Court 13 e realizado por Benth Zeitlin.

arma de destruição maciça



Um jornalista iraquiano atirou o seu sapato ao Presidente cessante George Bush durante uma conferência de imprensa a propósito da sua não anunciada visita ao Iraque.

Um iraquiano oferece US$100,000 pelo sapato atirado ao Bush.

Kant

De como ser genialmente Português


DE COMO SER GENIALMENTE PORTUGUÊS
Maria José Nogueira Pinto
Jurista
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Nascida e criada a dois passos do Museu Rafael Bordalo Pinheiro conservo como uma das mais lúdicas memórias da infância, a extraordinária composição do Lobo e Gru - para mim lobo e cegonha - prova provada da realidade da fábula, La Fontaine em faiança policromada, a cegonha (afinal gru) mal disfarçando um olhar trocista, sobre as fauces do lobo à sua mercê, sem uivo que se ouvisse ou sequer esboçasse, na aflição do osso entalado na goela.Chego a Óbidos numa tarde cor de chumbo, o céu carregado de água, e vou direita à Galeria Ogiva onde está a exposição comemorativa do centenário da Fábrica Bordalo Pinheiro (1908-2008), com a alegria que antecipa os encontros promissores. Num espaço convenientemente despido, os meus olhos saltam livremente de uma gigantesca moldura coberta de frutos, como um Arcimboldo, para a composição dos Cogumelos, numa multiplicidade de castanhos e verdes que um soberbo vidrado orvalhou. Os lagartões de cauda enrolada convivem com cabeças de touro em tamanho natural e uma de burro, particularmente irónica, enquanto as cobras parecem evoluir no espaço aberto e o macaco, as patas agarradas à corda, ameaça saltar a qualquer momento. Sigo um percurso que as próprias peças me impõem e sinto-me mais observada do que observadora, como se naquele espaço que dominam, fossem elas que viessem ao meu encontro, só me restando deixar-me surpreender. O lobo lá está, as fauces vermelhas como as do seu homónimo, comedor de avós e capuchinhos. O golfinho e os cavalos marinhos são magníficas peças de espaço público, tristemente sem espaço em Portugal... Numa parede, ao fundo, sobre o branco da cal, um enorme bando de andorinhas parece estar de abalada.No piso seguinte dou com os gigantescos pratos onde, com volúpia, se dispõem peças de caça, frutos outonais, mariscos de grande porte. Encontro o "Escarrador. Gato Bizantino" e o pequeno rato cinzento, empoleirado na ponta, prestes a saltar. Mas logo o meu olhar, tão solto e livre naquele espaço, é solicitado pelo amarelão dos girassóis, ora abraçados à grande jarra, ora transbordando do gigantesco prato. Mais delicadas, as jarras pequenas, sempre daquele castanho vigoroso, recebem a convivência de flores e frutos caprichosamente entrelaçados, e numa delas, em milagroso equilíbrio, perfeito na forma, cor e proporção, um pequeno pássaro pousa num único e subtil movimento. Depois do grande pote para o qual trepa um organizado grupo de rãs, tenho um encontro inesperado com a personagem de vida própria que é o "Gato Assanhado" que me conduz às figurinhas cheias de humor do "sacristão" do "janota", da "Maria Paciência" e o "Toma" na Barrica do nosso Zé Povo. Quando chego junto dos caranguejos, quase obsessivos, sento-me para me encher daquelas cores únicas, entre o fogo e o rubi, o rosa e o coral. Não é só a dimensão das peças expostas, as suas formas ou mesmo o milagre daquele desdobrar de cores e tonalidades, azuladas, esverdeadas, vermelhas, castanhas, oriundas da terra, do ar, da água, do fogo. É algo mais decisivo, imperativo, que tem a ver com força e delicadeza, arrojo e beleza, mãos que criam formas, equilíbrios, surpreendentes efeitos visuais. Como diz João Bonifácio Serra "...a obra de Bordalo não é produto, é produtora, não é resultado, é constituinte."Saio, pensando em como é ingrato ser génio em Portugal. Bordalo sonhou "a nação do Quai D'Orsay" e arrematou o prémio na Exposição de 1889, em Paris. O filho, Manuel Gustavo, fundou a Fábrica Bordalo Pinheiro, em 1908, e sonhou com a abertura dos mercados europeu e americano. Ramalho Ortigão acreditou que nas Caldas "reflorescesse" uma forma plástica de "arte portuguesa" e de "expressão popular". Apesar das vicissitudes, a fábrica lá está, mas são poucos os que conhecem a verdadeira potencialidade do seu labor. Esta exposição é tão importante como reveladora: pondo à vista o que há muito não se vê, é como um acto inaugural de um novo tempo de devolução da arte deste génio ao merecido domínio público, a todos nós, portugueses.
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Fonte Diário de Notícias
11.12.2008
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Enviado pela Xara, actual co-proprietária da Fábrica Bordalo Pinheiro e minha ilustre e estimada amiga e comentadora deste humilde blog. Obrigada.

domingo, dezembro 14, 2008

o meu despido de Natal

Abstenham-se de comentar .... (o que não é difícil)

Prece deste Natal

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esperamos todos
o dealbar de um rosto
a aparição de outra coisa
entre o chão de limos e o rumor dos freixos
esperamos
às portas fechadas do mar
a onda favorável que nos leve ao outro lado
o sopro redentor
o expansivo meio em que a alegria nasce
à espera do fulgor estamos
colados ainda às sebes do negrume
às lívidas camas dos hospitais
que as bocas de sombra entredevoram
esperamos o impossível voo
a matéria dos anjos que não desertaram
e dão ao corpo o transporte
para além do peso e da cinzentez das horas
esperamos
o fim das prescrições sem nome
a cal em que o desenho dos seus pés se inscreva
e o seu calor nos toque
solte-se a garganta enfim
das foices de silêncio que a cercavam
e o teu Nome nos cubra da luz
que se faz carne
e traz no seu bojo nascimentos
do mais fundo da noite do mundo desejados
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Autor: José Augusto Mourão

Nelson Silva

«os jogos mais subtis da inteligência e as efusões mais ocultas do coração»
(Le Robert)
A acompanhar, sirva Ravel.

no bar

sábado, dezembro 13, 2008

Fotos inéditas de Marilyn Monroe


lua cheia e bom fim de semana

Wassily Kandinsky 

entender Gaia (Terra)


A superfície da terra possui cicatrizes que são testemunhas de grandes acontecimentos históricos. Lindos oceanos, rios e lagos desapareceram, ou foram soterrados, como consequência de devastação maciça e indiscriminada. Assim, os desertos estendem-se, expostos e causticantes, incapazes de mascarar a deturpação que transformou recursos virgens e verdejantes em areia seca.

A história também deixou cicatrizes onde as guerras alteraram o curso dos acontecimentos e onde agora existem monumentos no lugar de homens. As catástrofes naturais fazem parte da evolução do planeta e ajudam a modelar a história.

Entretanto, muitos eventos não naturais causaram efeitos catastróficos sobre alguns movimentos da terra e alteraram significativamente o curso da história. Acontecimentos associados às condições económicas, por exemplo, são atribuídos tanto a causas naturais como a não naturais, e a história as registrará como polaridades, ou seja, os extremos da mesma coisa.

O sistema solar, do qual a terra faz parte, está pulsando na direcção de uma luz de grandeza diferente, alterando tudo e estimulando um salto evolucional, processo natural dentro do grande esquema de tempo, sob o qual os universos são medidos. Essa nova luz que estão prestes a vivenciar é de ordem cósmica, e apesar de não a conseguirem ver, a terra foi temporariamente envolta em sombras. A terra emergirá desta pálida condição, como sempre o fez, e a luz que havia turvado a visão límpida de um futuro iluminado voltará, abrindo os olhos de todos, mesmo daqueles que não a podem ver fisicamente. A terra é parte de um vasto sistema solar, poderoso e de difícil sondagem.

Os mercados económicos mundiais e as suas moedas fazem parte de um grande sistema também, vasto em extensão, inimaginável em poder e difícil de sondar. As marés dos oceanos sobem e descem inevitavelmente, e assim os líderes mundiais, as moedas e os mercados económicos. O ritmo natural é perfeito, e relacionado com algo maior que apenas o momento actual.

Por outro lado, as moedas e os mercados são instrumentos artificiais e podem ser controlados (ou deixados de ser controlados) mais facilmente. Eles também seguem o ritmo perfeitamente compassado e pontuado por algo nunca visto. Gostaria que entendessem que essas forças, mesmo as naturais, podem ser influenciadas ou controladas até certo nível. Assim como a serpente que pode ser domesticada e hipnotizada mesmo enquanto uma multidão a observa.

O mesmo acontece com o mercado mundial neste momento, ele foi manipulado ao ponto de fazer muitos bens desaparecerem no ar. Mas nem todos os bens desapareceram, principalmente as fortunas daqueles que entendem como o sistema funciona.

O homem moderno acredita que, assim como seu destino, ele também controla sua riqueza, porém isso é parcialmente verdade. Existem sistemas, dos quais o homem faz parte, que exercem grande influência no mundo, e como o homem faz parte desse mundo, ele tanto participa como influencia tais sistemas.

Os sistemas bancário e financeiro em uso estão passando por uma crise orquestrada, uma queda organizada e cuidadosamente articulada que irá repaginar o mundo e aqueles que o governam. O homem controla uma parte do seu mundo, mas o mundo também o controla. O dinheiro que manipulam não lhes pertence, é emprestado. A casa que possuem lhes é concedida sob condições acima do seu controle. O homem não é soberano.

O homem moderno vive sob o mesmo sistema arcaico e esse sistema vive dentro dele. Existe algum modo de modificar isso? Sim, mas a humanidade precisa de emergir da própria sombra. Não há como seguir um caminho de luz, sem primeiro descobrir a luz dentro de si mesmo. As causas para o declínio da economia são tanto naturais como não.

As leis universais que controlam o ritmo das marés são as mesmas que asseguram que o pêndulo da fortuna controle o fluxo da riqueza. É a natureza fazendo o seu trabalho, como acontece com as estações, uma depois da outra infalivelmente, repousando e se preparando para um novo amanhecer. O oceano tem um fundo, às vezes de difícil estimativa devido à profundidade, mas que está lá servindo de suporte para tudo o que comporta.

A economia não tem tanta sorte assim. Sem uma base firme, é levada ao sabor das marés. Pelo menos por um tempo a economia continuará nessa marcha, e enquanto isso, é difícil construir um barco forte e rápido o suficiente para enganar as correntes. As marés arrastam muita coisa consigo, e o momento económico assemelha-se a isso de muitas formas.

As marés também devolvem itens perdidos ou relíquias esquecidas num passado distante. Assim, verdades cuidadosamente escondidas poderão emergir em momentos e lugares menos esperados. Poderão expor alguns jogadores ou peões do sistema, porém, os senhores e mestres do jogo dar-se-ão ao luxo de sacrificar muitos peões e ainda assim proteger suas fortalezas tão bem construídas.

O homem moderno precisa de encarar as suas finanças e obrigações de maneira mais séria, e quem sabe assim chegar à conclusão de que ele é tanto um participante, como observador desse jogo. Para alguns é melhor viver num mundo da ilusão do que encarar a realidade na terra. Como já mencionado, a economia global continuará navegando por mares de mudança e incerteza.

Líderes eleitos procurarão conselhos de especialistas e participarão de reuniões de apoio e de fortalecimento global com outros líderes mundiais. Da mesma forma que as cartas precisam ser baralhadas de tempo a tempo, haverá grandes mudanças na distribuição das riquezas que fará com que diferentes países se sobressaiam, e outros encolham.

Nenhuma moeda corrente vale tanto quanto valia. Não valem tanto porque não estão lastreadas com algo de valor. A riqueza de algumas nações deixou de ser controlada por elas mesmas, e em alguns casos transferida para outros países ou para grandes conglomerados empresariais. Empresas que se misturaram em alianças torpes podem, em alguns mercados, emergir como heróis para salvaguardar governos da sua própria volatilidade.

Onde há fumaça há fogo, mas o medo do incêndio é maior. Algumas empresas serão vistas como estabilizadoras para os mercados e aproveitarão essa soberania. As empresas de grande penetração em diferentes países serão protegidas por leis internacionais assim como as embaixadas e os seus outorgantes são protegidos hoje.

Alguns países negligenciarão obrigações básicas e ficarão apenas observando, enquanto que a sua soberania é comprada ou anexada a outros países cujos recursos “em jogo” são maiores que os seus próprios. Alianças de negócios entre países se expandirão para outras áreas, pois os recursos serão barganhados em nome do fortalecimento dos posicionamentos globais.

Há muito tempo atrás, os homens disputavam as rotas de comércio e a descoberta de novos continentes em nome das corôas que representavam. Hoje, as corôas estão fora de moda e a maioria das terras teem posse. Os seus recursos foram convertidos em dinheiro ou financiamento de dívidas. Uma economia não pode crescer a não ser que haja mais espaço, e devido à actual distribuição isso é praticamente impossível, o que transforma novos recursos em necessidade.

A terra não possui novos recursos não detectados. Alguns deles estavam escondidos embaixo do gelo, perto dos pólos. Mas com o derretimento polar, já há planos de como e quando explorar tais recursos. Muitos países já enviaram missões exploratórias e iniciaram um processo de requerimento de direito sobre eles. Já há uma variedade de bandeiras fincadas no solo oceânico aguardando reconhecimento. Mas não existem precedentes pela reivindicação da posse do “gelo” ou do que potencialmente existe embaixo dele, mas algumas cabeças políticas já se preparam para competir por isso.

Pressupõe-se que nessa região haja recursos como gás e petróleo, mas haverá outras surpresas nessas áreas. Porém, nem todos os países ou economias terão acesso a esses recursos inexplorados e sabem que para descobrir um mundo novo é preciso quebrar barreiras e correr riscos inimagináveis. Os que não encontraram os seus tesouros no fundo do oceano se voltarão para o espaço.

Muitos países, até aqueles não considerados “jogadores” na corrida pelo espaço, já lá estão.
Deixem de lado o conceito sobre missões exploratórias ao espaço e a planetas adjacentes e pensem na exploração desses novos e lucrativos recursos sobre a superfície da Lua ou Marte. É bem possível que contratos de exploração já estejam sendo articulados entre governos e o sector privado para transporte desses recursos, alojamento dos trabalhadores e outras coisas mais.

Algumas pessoas que recentemente perderam a confiança e o interesse no mercado de acções e das commodities ficarão estimuladas a investir nesse novo mercado espacial. Enquanto alguns se esforçam para proteger a sua riqueza aqui na Terra, outros estão projectando a sua futura fortuna e fincando suas bandeiras noutro lugar. “O céu é o limite” deixou de ser apenas um ditado.

Esse assunto poderia ser discorrido com maior profundidade, mas não é essa a nossa intenção de hoje. Os mercados e as moedas da Terra permanecerão voláteis e será difícil até para as mentes económicas mais brilhantes preconizar o futuro.

Não é um campo para amadores e os que estão acostumados com o jogo sabem disso. Quem não souber fazer o jogo, sairá queimado do processo.

À medida que as alianças entre os países progridem, haverá menos necessidade de diferentes moedas. O dinheiro em papel será cada vez mais desnecessário e por isso menos disponível. Novas formas de lidar com os créditos e débitos logo aparecerão. Como sempre acontece, haverá resistências a princípio. Mas com o aprofundamento da volatilidade, combinado aos muitos incentivos de consumo e uma campanha de confiança pública sem precedentes, transformará as novas escolhas num sucesso.

O mercado mundial de acções será totalmente renovado e revisto. Terá outro nome e será administrado de maneira diferente. Nem todas as empresas poderão emitir acções. As entidades de investimento privado representarão quem não pode participar em operações de grande monta.

Riscos maiores, como sempre, implicarão lucros maiores. O mercado ilegal será alinhado com o legal, em moldes que se assemelham hoje ao das apostas online. A bolsa de mercadorias continuará a atrair os investidores. O futuro de muitas commodities, incluindo as de produção agrícola, também será incerto.

Será um bom investimento para quem tem “estômago” para isso. Novas fontes de alimentos de origem natural e industrializados chamarão à atenção.

A queda da média de saúde dos indivíduos fará do mercado de suplementos um dos mais lucrativos, especialmente para casos em que a comunidade médica não conseguir diagnosticar ou curar. A relação entre os sistemas bióticos e abióticos será melhor entendido quando novas técnicas de manutenção e reconstrução de ecossistemas à beira da falência forem reveladas. As pessoas que lucram com a degradação desses sistemas continuarão a beneficiar com isso.

A evolução da consciência, quando muitos estão envolvidos, é lenta e a nova aurora distante. Muitos correrão atrás de comida e outros de dinheiro. Para ambos o custo de vida será alto. A fome e a sede vão se agravar, em particular para os países em desenvolvimento. Os países ricos tão pouco conseguirão abastecer toda a gente. Os que vivem abaixo da linha da pobreza permanecerão na miséria até se elevarem e pedirem ao seu Deus interior. Não encontrarão ajuda sem buscá-Lo.

As economias locais e global irão prosperar, se conseguirem encontrar uma base comum. A necessidade de todos deve ser considerada para não haver brechas e chances ao azar. As comunidades de economia aberta dar-se-ão melhor que as comunidades fechadas ao longo do tempo, mas não será a primeira escolha de muitos ao princípio.

O armazenamento de comida e outros recursos irá aplacar o físico, mas não o coração. Os corações alcançarão a terra de abundância, após cruzarem os desertos do medo e da escassez, pois o deserto abranda a fome com coragem e resistência. A falta de criatividade e de visão é o primeiro veneno. O medo o segundo, e a ambição o terceiro. Certamente o futuro trará outros tipos. Mas para cada veneno, há um antídoto. É preciso primeiro identificá-lo e depois administrar a dose certa. Gostem ou não, a terra está se transformando mais rápidamente do que alguns imaginavam.

A humanidade precisa urgentemente de se reavaliar e de recriar-se criativamente ou o futuro pertencerá à próxima raça humana. A evolução é para todos, e todos são capazes de alcançá-la. Os antigos conceitos sob os quais a humanidade viveu ainda se aplicam, mas não por muito mais tempo.

É tempo de viver um novo sonho, pois os velhos são de um tempo que está se erodindo debaixo dos pés dos que insistem em agarrar-se a ele. As economias que valorizam a vida entrarão em equilíbrio mais rapidamente.

Não haverá nenhum valor herdado em dinheiro. Por isso a moeda sobe e desce e por isso o poder traz a felicidade temporária. A riqueza de uma nação recai sobre seus recursos naturais do qual a humanidade faz parte. Até, e somente, quando a vida humana e a vida em geral forem valorizadas com mais generosidade o mundo encontrará seu equilíbrio natural.

Antes dos céus caírem e tocarem a terra houve um som que lembra o silêncio. Aqueles que adentram ao silêncio se vêem no sonho da própria realização. O véu pálido que encobre esse sonho agora esvanece-se sinalizando que é tempo de viver um novo sonho. Esse mundo nada mais é que um sonho encantado, que vem a ser o céu na terra.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Ensaio Geral do Concerto de Natal no CCB

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Concerto esgotado do Divino Sospiro

Ensaio Geral aberto ao público:
Dia 13
Preço único: 5 Euros
Para maiores de 6 anos
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Para o concerto de Natal, o Divino Sospiro preparou um programa sublime. O Concerto op. VI nr. 4 de Arcangelo Corelli, executado "con molti instrumenti", incluindo trompetes, oboés e fagote, será uma abertura brilhante para uma das peças mais paradigmáticas do período barroco, Gloria de Antonio Vivaldi. Em seguida, será apresentada uma das cantatas mais significativas de Bach, a Cantata BWV 63, uma das obras que ajudaram Bach a formar o modelo que aprimorou mais tarde nas inigualáveis Paixões. Neste concerto, para além da presença da contralto italiana Romina Basso, que tem desenvolvido uma carreira brilhante junto de quase todos os grandes agrupamentos europeus, destacam-se as promissoras vozes dos jovens solistas portugueses Raquel Alão, João Rodrigues e Hugo Oliveira.
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DIVINO SOSPIRO
Músicos :
RAQUEL ALÃO
MARCO ALVES DOS SANTOS
HUGO OLIVEIRA ROMINA BASSO
GRUPO VOCAL OFFICIUM
Direcção ENRICO ONOFRI

The Swedish Cook wears Armani

"Mi Niña Lola" de Concha Buika




Concha Buika é uma das mais interessantes e surpreendentes vozes espanholas dos últimos tempos que mistura influências e estilos musicais mantendo a autenticidade que a caracteriza.
16 Dez 2008 - 21:00
GRANDE AUDITÓRIO do CCB
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Nascida em Palma de Maiorca, onde se estabeleceu a sua família originária da Guiné Equatorial, foi nesta cidade espanhola que Concha Buika se iniciou no mundo da música, cantando em clubes de jazz e em bares. Mudou-se entretanto para Madrid e em 2005 lançou “Buika”, o seu primeiro trabalho, que obteve já alguma visibilidade. No entanto, foi com o seu segundo álbum “Mi Niña Lola”, que a cantora alcançou finalmente o reconhecimento internacional, arrecadando prémios e participando em grandes festivais, onde deixou a crítica e o público rendidos. O público português familiarizou-se com Concha Buika depois da participação da cantora em “Terra”, o mais recente trabalho de Mariza que a descreve como “uma voz única, muito, muito especial e que eu admiro bastante e que faz parte das minhas vozes preferidas”. Tão à vontade como se estivesse em casa e sempre com um sorriso no rosto, Concha Buika apresenta agora o seu terceiro álbum “Niña de Fuego”, um trabalho em que visita novamente a música popular espanhola com as coplas e viaja pela primeira vez até ao México e à ranchera, cantando ainda temas inéditos compostos por ela mesma e pelo produtor Javier Limón.

The New York Times : “A dark steel-wool voice and great rhythmicflexibility”.

Jaime Jasso


Fernando Pessoa visto por Frederik Heyman


Um Des(Conto) de Natal



Lancei um desafio sobre o tema do título, e eis que surge hoje a participação de Onaírda do blog "Bancada Directa".
Muito obrigada, amigo Onaírda.
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Menino Jesus : O tamanho em "equilíbrio"
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A história é real! Passou-se em 2004.
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Se a minha neta tem hoje nove anos de idade e se a senhora sua mãe garante que ela naquela altura, só tinha, ainda, cinco anos de idade, fácil é fazerem-se as contas e verifica-se, logo, que 2004 é o ano correcto para situar este acontecimento.
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Local do mesmo, uma qualquer rua inclinada na cidade de Elvas, onde num pequeno largo estava instalado um Presépio de Natal.
Naquele ano, e se calhar estava em moda, furtavam-se as imagens dos "meninos Jesus" deitados nas palhinhas. Já tinha conhecimento deste "feito" algures numa localidade do centro do país, não me lembro muito bem de qual.
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As autarquias faziam um esforço para instalar presépios de dimensão natural, para os habitantes dessas localidades "em proximidade" e sentissem o espírito do Natal. De boas intenções está o mundo cheio. E as autarquias também!
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Um dos meus netos, o mais velho, tinha ido visitar os avós maternos a Queluz. Da janela do comboio viu uma inscrição mural antes de chegar à estação de destino e que rezava assim: "Olivença é nossa"! Despertou-lhe esta afirmação uma certa curiosidade e quando voltou a casa interpelou sua mãe para o esclarecer. Depois da explicação suficiente, até acharam graça que a família poderia ir visitar Olivença e confirmar que esta cidade espanhola, de população assumida como tal, ainda tinha vestígios, por inscrições em monumentos de que tinha sido pertença de Portugal.
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Depois da visita a Olivença foi o regresso a casa com uma paragem em Elvas. Fomos surpreendidos pela instalação de um Presépio de Natal, com figuras em tamanho natural numa rua inclinada onde num pequeno largo havia um pequeno lago. E neste enquadramento o presépio era bem visível, mas tinha um efeito negativo que nos entristeceu: a imagem do menino Jesus não estava nas palhinhas deitado.
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Disseram-nos no restaurante ali perto que tinha sido furtada durante a noite por uns galdérios já homenzitos. Num dos jantares de família pouco dias depois, o neto mais velho realçou a bondade da irmã Ana Catarina dizendo que esta, com o seu apoio, tinha enviado, via encomenda postal, uma imagem do Menino Jesus, para o Presidente da Câmara de Elvas, para preencher a cama de palha de onde tinham furtado a imagem.
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Pensámos que estavam a brincar, mas o talão de envio da encomenda dos Correios de Portugal confirmava o envio da mesma.
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O pai começou-se a rir e observou:
-Não me digas que enviaste aquele Menino Jesus pequenino, que não mede mais de 10 centímetros?-Foi, respondeu a catraia.
- Tu és uma tonta. Então no lugar de um Menino Jesus, que devia medir pelo menos meio metro, tu querias que lá pusessem uma miniatura?
A resposta surgiu rápida, eficaz, mortífera.
-Vocês são uns tontos e não se dão conta do que é o "equilíbrio" do Menino Jesus!
-Explica-me lá isso e destroca-me por miúdos, disse o pai.
-Então reparem! Se foram homens grandes que levaram o Menino Jesus que era grande, eu que sou pequenina só podia mandar um Menino Jesus pequenino!
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Uma boa acção não tem que ser grande para ter valor. Às vezes o que é pequeno vale mais do que uma coisa grande. E equilíbrio é necessário!
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Onaírda, vulgo Adriano Ribeiro

Fundacion Mítica de Buenos Aires


¿Y fue por este río de sueñera y barro
que las proas vinieron a fundarme la patria?
Irían a los tumbos los barquitos pintados
entre los camalotes de la corriente zaina.

Pensando bien la cosa, supondremos que el río
era azulejo entonces como oriundo del cielo
con su estrellita roja para marcar el sitio
en que ayunó Juan Díaz y los indios comieron.

Lo cierto es que mil hombres. y otros mil arribaron
por un mar que tenía cinco lunas de anchura
y aún estaba poblado de sirenas y endriagos
y de piedras imanes que enloquecen a la brújula.

Prendieron unos ranchos trémulos en la costa,
durmieron extrañados. Dicen que en el Riachuelo,
pero son embelecos fraguados en el Boca.
Fue una manzana entera y en mi barrio: en Palermo

Una manzana entera pero en mitá del campo
presenciada de auroras y lluvias y sudestadas.
La manzana pareja que persiste en mi barrio:
Guatemala, Serrano, Paraguay, Gurruchaga.


Un almacén rosado como revés de naipe
brilló y en la trastienda conversaron un truco;
el almacén rosado floreció en un compadre,
ya patrón de la esquina, ya resentido y duro.

El primer organito salvaba el horizonte
con su achacoso porte, su habanera y su gringo.
El corralón seguro ya opinaba: YRIGOYEN,
algún piano mandaba tangos de Saborido.

Una cigarrería sahumó como una rosa
el desierto. La tarde se había ahondado en ayeres,
los hombres compartieron una pasado ilusorio.
Sólo faltó una cosa: la vereda de enfrente.

A mi se me hace cuento que empezó Buenos Aires:
La juzgo tan eterna como el agua y el aire.

Jorge Luis Borges, 1929

de 5ª a 4ª

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Categorias
Concertos ao Almoço no São Carlos
Dj Set PAK PAK
Venda de Natal ARTICULA
Fado à Desgarrada Tasca do Jaime
Exposição V, BIPOLAR

quarta-feira, dezembro 10, 2008

knock, knock, who's there ?


arte em caixas de fósforos



máquinas de música

"All You Need Is Love", cantado por Jim Sturgess

John Lennon