segunda-feira, dezembro 15, 2008
glória no mar
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15.12.08
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arma de destruição maciça


Um jornalista iraquiano atirou o seu sapato ao Presidente cessante George Bush durante uma conferência de imprensa a propósito da sua não anunciada visita ao Iraque.
Um iraquiano oferece US$100,000 pelo sapato atirado ao Bush.
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15.12.08
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De como ser genialmente Português
Nascida e criada a dois passos do Museu Rafael Bordalo Pinheiro conservo como uma das mais lúdicas memórias da infância, a extraordinária composição do Lobo e Gru - para mim lobo e cegonha - prova provada da realidade da fábula, La Fontaine em faiança policromada, a cegonha (afinal gru) mal disfarçando um olhar trocista, sobre as fauces do lobo à sua mercê, sem uivo que se ouvisse ou sequer esboçasse, na aflição do osso entalado na goela.Chego a Óbidos numa tarde cor de chumbo, o céu carregado de água, e vou direita à Galeria Ogiva onde está a exposição comemorativa do centenário da Fábrica Bordalo Pinheiro (1908-2008), com a alegria que antecipa os encontros promissores. Num espaço convenientemente despido, os meus olhos saltam livremente de uma gigantesca moldura coberta de frutos, como um Arcimboldo, para a composição dos Cogumelos, numa multiplicidade de castanhos e verdes que um soberbo vidrado orvalhou. Os lagartões de cauda enrolada convivem com cabeças de touro em tamanho natural e uma de burro, particularmente irónica, enquanto as cobras parecem evoluir no espaço aberto e o macaco, as patas agarradas à corda, ameaça saltar a qualquer momento. Sigo um percurso que as próprias peças me impõem e sinto-me mais observada do que observadora, como se naquele espaço que dominam, fossem elas que viessem ao meu encontro, só me restando deixar-me surpreender. O lobo lá está, as fauces vermelhas como as do seu homónimo, comedor de avós e capuchinhos. O golfinho e os cavalos marinhos são magníficas peças de espaço público, tristemente sem espaço em Portugal... Numa parede, ao fundo, sobre o branco da cal, um enorme bando de andorinhas parece estar de abalada.No piso seguinte dou com os gigantescos pratos onde, com volúpia, se dispõem peças de caça, frutos outonais, mariscos de grande porte. Encontro o "Escarrador. Gato Bizantino" e o pequeno rato cinzento, empoleirado na ponta, prestes a saltar. Mas logo o meu olhar, tão solto e livre naquele espaço, é solicitado pelo amarelão dos girassóis, ora abraçados à grande jarra, ora transbordando do gigantesco prato. Mais delicadas, as jarras pequenas, sempre daquele castanho vigoroso, recebem a convivência de flores e frutos caprichosamente entrelaçados, e numa delas, em milagroso equilíbrio, perfeito na forma, cor e proporção, um pequeno pássaro pousa num único e subtil movimento. Depois do grande pote para o qual trepa um organizado grupo de rãs, tenho um encontro inesperado com a personagem de vida própria que é o "Gato Assanhado" que me conduz às figurinhas cheias de humor do "sacristão" do "janota", da "Maria Paciência" e o "Toma" na Barrica do nosso Zé Povo. Quando chego junto dos caranguejos, quase obsessivos, sento-me para me encher daquelas cores únicas, entre o fogo e o rubi, o rosa e o coral. Não é só a dimensão das peças expostas, as suas formas ou mesmo o milagre daquele desdobrar de cores e tonalidades, azuladas, esverdeadas, vermelhas, castanhas, oriundas da terra, do ar, da água, do fogo. É algo mais decisivo, imperativo, que tem a ver com força e delicadeza, arrojo e beleza, mãos que criam formas, equilíbrios, surpreendentes efeitos visuais. Como diz João Bonifácio Serra "...a obra de Bordalo não é produto, é produtora, não é resultado, é constituinte."Saio, pensando em como é ingrato ser génio em Portugal. Bordalo sonhou "a nação do Quai D'Orsay" e arrematou o prémio na Exposição de 1889, em Paris. O filho, Manuel Gustavo, fundou a Fábrica Bordalo Pinheiro, em 1908, e sonhou com a abertura dos mercados europeu e americano. Ramalho Ortigão acreditou que nas Caldas "reflorescesse" uma forma plástica de "arte portuguesa" e de "expressão popular". Apesar das vicissitudes, a fábrica lá está, mas são poucos os que conhecem a verdadeira potencialidade do seu labor. Esta exposição é tão importante como reveladora: pondo à vista o que há muito não se vê, é como um acto inaugural de um novo tempo de devolução da arte deste génio ao merecido domínio público, a todos nós, portugueses.
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domingo, dezembro 14, 2008
Prece deste Natal
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14.12.08
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Nelson Silva
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sábado, dezembro 13, 2008
entender Gaia (Terra)
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sexta-feira, dezembro 12, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Ensaio Geral do Concerto de Natal no CCB
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11.12.08
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"Mi Niña Lola" de Concha Buika
Concha Buika é uma das mais interessantes e surpreendentes vozes espanholas dos últimos tempos que mistura influências e estilos musicais mantendo a autenticidade que a caracteriza.
16 Dez 2008 - 21:00
GRANDE AUDITÓRIO do CCB
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Nascida em Palma de Maiorca, onde se estabeleceu a sua família originária da Guiné Equatorial, foi nesta cidade espanhola que Concha Buika se iniciou no mundo da música, cantando em clubes de jazz e em bares. Mudou-se entretanto para Madrid e em 2005 lançou “Buika”, o seu primeiro trabalho, que obteve já alguma visibilidade. No entanto, foi com o seu segundo álbum “Mi Niña Lola”, que a cantora alcançou finalmente o reconhecimento internacional, arrecadando prémios e participando em grandes festivais, onde deixou a crítica e o público rendidos. O público português familiarizou-se com Concha Buika depois da participação da cantora em “Terra”, o mais recente trabalho de Mariza que a descreve como “uma voz única, muito, muito especial e que eu admiro bastante e que faz parte das minhas vozes preferidas”. Tão à vontade como se estivesse em casa e sempre com um sorriso no rosto, Concha Buika apresenta agora o seu terceiro álbum “Niña de Fuego”, um trabalho em que visita novamente a música popular espanhola com as coplas e viaja pela primeira vez até ao México e à ranchera, cantando ainda temas inéditos compostos por ela mesma e pelo produtor Javier Limón.
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Um Des(Conto) de Natal
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Desconto de Natal







Fundacion Mítica de Buenos Aires
¿Y fue por este río de sueñera y barro
que las proas vinieron a fundarme la patria?
Irían a los tumbos los barquitos pintados
entre los camalotes de la corriente zaina.
Pensando bien la cosa, supondremos que el río
era azulejo entonces como oriundo del cielo
con su estrellita roja para marcar el sitio
en que ayunó Juan Díaz y los indios comieron.
Lo cierto es que mil hombres. y otros mil arribaron
por un mar que tenía cinco lunas de anchura
y aún estaba poblado de sirenas y endriagos
y de piedras imanes que enloquecen a la brújula.
Prendieron unos ranchos trémulos en la costa,
durmieron extrañados. Dicen que en el Riachuelo,
pero son embelecos fraguados en el Boca.
Fue una manzana entera y en mi barrio: en Palermo
Una manzana entera pero en mitá del campo
presenciada de auroras y lluvias y sudestadas.
La manzana pareja que persiste en mi barrio:
Guatemala, Serrano, Paraguay, Gurruchaga.
Un almacén rosado como revés de naipe
brilló y en la trastienda conversaron un truco;
el almacén rosado floreció en un compadre,
ya patrón de la esquina, ya resentido y duro.
El primer organito salvaba el horizonte
con su achacoso porte, su habanera y su gringo.
El corralón seguro ya opinaba: YRIGOYEN,
algún piano mandaba tangos de Saborido.
Una cigarrería sahumó como una rosa
el desierto. La tarde se había ahondado en ayeres,
los hombres compartieron una pasado ilusorio.
Sólo faltó una cosa: la vereda de enfrente.
A mi se me hace cuento que empezó Buenos Aires:
La juzgo tan eterna como el agua y el aire.
Jorge Luis Borges, 1929
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de 5ª a 4ª
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
"All You Need Is Love", cantado por Jim Sturgess
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