quinta-feira, agosto 21, 2008
a casa que gira com o sol
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Mercedes Sosa
(César Isella - Gustavo Leguizamón)
Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas,
lo mismo que un árbol en tiempos de otoño muere por sus hojas.
Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas,
esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón.
Uno vuelve siempre a los viejos sitios en que amó la vida,
y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.
Demórate aquí, en la luz mayor de este mediodía,
donde encontrarás con el pan al sol la mesa servida.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.
Demórate aquí... por eso muchacho...
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uma fonte original em Canal City - Hakata, Fukuoka, Japão
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é um vazio que fica, J. Figueiras
Abro meu coração e enxergo um novo mundo e uma nova humanidade.
Seres que se amam resplandecem à minha frente.
A fraternidade é revelada a cada acção, a cada passo.
A luz resplandece soberana através do semblante de cada ser.
O amor jorra de seus corações ininterruptamente.
Suas mãos transparentes são pura luz.
A luz que toca e resgata a perfeição.
Seus pés roçam suavemente a terra fértil.
E a terra devolve o carinho revelando a abundância de suas cores.
A mente cria, o coração alimenta, a acção consolida um planeta de paz.
O sol aquece, o ar ameniza, a terra resplandece vida pelo banho suave das águas cristalinas.
Tudo é luz, paz, perfeição!
Esse é o mundo que almejo habitar.
O mundo cuja lembrança paira no fundo do meu ser.
O mundo de onde vim e para o qual quero voltar.
O mundo que hoje compartilha comigo o seu segredo.
O mundo que sussurra em meus ouvidos a premência que tenho de nele mergulhar.
O mundo que se mostra a mim através do palpitar de cada coração.
O mundo da verdade.O mundo onde toda ilusão foi dissolvida.
O mundo que se alicerça na força do amor.
O mundo que não reconhece diferenças.
O mundo que é povoado por uma única nação, a nação dos Filhos da Luz.
Filhos que caminham soberanos pelo Planeta Azul.
O mundo que resgata a sua história através da história de cada um de seus habitantes.
Os Filhos da Luz que se reconhecem e que expressam total gratidão.
Gratidão pelo divino aprendizado que devolveu a todos o sentido do viver.
O viver que só é pleno quando o coração traça o norte revelando a unidade que põe fim à separação.
Hoje, finalmente, sou o Filho de Deus que expressa as virtudes do Pai.
Hoje EU SOU.
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quarta-feira, agosto 20, 2008
entradas livres no CCB
PRAÇA DO MUSEU DO CCB
30 Ago 2008 - 22:00
PRAÇA DO MUSEU
Das planícies da Anatólia até às portas da Europa, a Turquia continua a ser uma placa giratória entre o Oriente e o Ocidente ciganos. O Techno Roman Project inscreve-se no espírito da música cigana turca, mas propõe ao mesmo tempo um repertório tradicional e contemporâneo único no género. De músicas de casamentos e festas, até explosões de percussão diabólicas, a noite terminará num momento festivo digno de qualquer serão techno de Istambul.
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Julien Gracq e a crítica literária
«O que eu desejo de um crítico literário - e ele só o faz tão raramente - é que ele me diga, a propósito de um livro, melhor do que eu mesmo poderia fazê-lo, de onde vem o prazer que a leitura me proporciona e que não se presta a qualquer substituição. Você apenas me fala de aquilo que não lhe é exclusivo, e a mim apenas me interessa o que houver de exclusivo. Um livro que me seduza é como uma mulher que me faz cair no seu charme: para o diabo os seus antepassados, a sua terra natal, o seu ambiente, as suas relações, a sua educação, e os seus amigos de infância! O que eu espero apenas do seu ponto de vista crítico é a inflexão de justa voz que me fará sentir que você está apaixonado, e apaixonado da mesma maneira que eu: eu só preciso da confirmação e do orgulho que dá ao apaixonado, o amor paralelo e lúcido de um terço bem dito. E, quanto ao contributo do livro para a literatura, e ao enriquecimento de que é suposto trazer-me, saiba que me caso mesmo sem dote. Que palhaçada, no fundo, e que impostura, é a profissão do crítico: um perito em objectos amados! Porque, apesar de tudo, se a literatura não é para o leitor um reportório de mulheres fatais e de criaturas de perdição, não vale a pena incomodar-se».
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cholitas bolivianas luchadoras
Discretamente fui ontem almoçar
ao lado do meu túmulo
levei para o acto um ramo de papoilas
que guardava lá em casa há cerca de oito anos
para qualquer momento circunstancial
(sempre me considerei digno e respeitador dos insultantes bons costumes)
Lá estava gravado na pedra de Estremoz
EUROPA – MAIS UM DIA
era certo e fora um trabalho bem eficiente
em elzevir escolhido e sem defeito
Sentei-me sempre tive esse costume
e fiquei a olhar inquisitivo para a Europa
donde nunca consegui sair
mesmo quando pareço estar remotamente longe
fiquei a olhar para São Paulo
fantasma búlico mal traduzido do americano
que se apaga triste e sem figura
com a presença leal e muito nítidade Londres de Paris de Moscovo
de Lisboa menina sorridente e milenária
e sentámo-nos
à esquerda Cesariny
recém-chegado de beber uma cerveja no Inferno
à direita o Erol Isin
recém-fugido dos lobos de Istambul
onde para urinar se caminha entre a neve
com uma Luger na mão
e um aviso no sexo (PROIBIDO DEVORAR)
e olhámos
o elevador de Santa Justa parecia indicar
a verticalidade rápida de menos dois tostões
noticiando o Tejo e a sua ponte
(muito para mostrar aos do Brasil e de Lesoto)
Lisboa (António Maria) sentou-se ao nosso lado
Sentados
Todos sentados e continuando a respeitar as leis
ficámos
a ouvir o noticiário meteorológico
Campo de Ourique algumas nuvens com precipitação provável
Rua do Norte alta pressão isobárica
Rocio o costume
Cais do Sodré frente fria em evolução
com alguns barcos para o Barreiro e muitos nabos
abrimos
uma lata de enchovas
esfregámos os pés no azeite (enlatado de exportação)
e alimentámo-nos confortavelmente
enquanto escrevíamos cartas
à família mais próxima é evidente
e tentávamos absorver
através das palhinhas made in Japan
alguns tragos de vinho do Cartaxo
recém-desembarcado do vapor
Lembras-te menina
Como foram rigorosas
as nossas noites de amor?
É preciso não esquecer que o processo de crescimento
da humanidade
é metálico
daí os fornos crematórios
e os vários campos de concentração mais ou menos repelentes
Sentados olhávamos
Um gato sorriu atrás da porta e espreguiçou-se
escreveu taquigraficamente um salto no espaço
e propôs-nos um jogo de encontrar
depois seguiu a aventura de ser ele
A rua da Palma parecia uma mentira inesperada
enquanto assávamos sardinhas e pimentos na escada de pedra
e alguém dava um pontapé numa bola de trapos
que rolava para a praça seminocturna
Escrevemos mais cartas
desta vez aos amigos distantes
e a alguns membros das polícias excessivamente secretas
que tentam decifrar a grafia do voo dos pássaros
Lembras-te
quando partiste?
Levavas um casaco muito branco
e enquanto pisavas os degraus
sorrias
como uma navalha de Albacete
Os automóveis passavam com procissão obsessiva
anunciando apenas um dia febril
enquanto pessoas muito pessoas
pernas dedos dentes
traçavam no solo o diagrama
de mais uma tentativa simplesmente quotidiana
As ruas deslizavam calmas
como quem volta do teatro e vai dormir
Animoglu Sok
Gonçalves Crespo
New Oxford
Gorki
Gregoire-de-Tours
Animoglu Gonçalves Oxford Gorki-de-Tours
Só uma rua imensa possessiva
mostrando caminho até ao fundo do espaço
com sinais cabalísticos em cada esquina
e cartazes ofertando maravilhas
cigarros congressos políticos preservativos requintados
sabonetes retratos de assassinos
circos de cavalinhos aguardentes antiquíssimas
máquinas de computar a morte
lutas de mulheres laxantes infalíveis
Sorrimos
O Cesariny levantou-se à minha esquerda
e partiu para mais uma cerveja no Inferno
o Erol Isin à minha direita ergueu-se
e lá se foi
voltando a um Bósforo cor de corno e mar
só o Lisboa
metendo um cágado no bolso
e dando a mão a um menino
ficou à minha espera
mas não me levantei
não tenho pernas
Lembras-te
como amei Fipsy?
Deves contar isso a alguém
Fica-te bem.
.
Poema de Mário Henrique Leiria a acompanhar carta enviada a Mário Cesariny em 1970 (primeira publicação do poema, na revista surrealista holandesa «Brumes Blondes», número 3, 1972, en versão francesa de Isabel Meyrelles) in António Maria Lisboa, Pedro Oom, Mário Henrique Leiria – Três Poetas do Surrealismo, Exposição Ícono-Bibliográfica,org. de Mário Cesariny
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um olhar artificial em ambientes domesticados - Parte 2

Pergunta: É verdade que os animais domésticos (de estimação) podem curar os seus donos e/ou absorver negatividade ou doença suficiente para fazê-los doentes e, dessa forma, encurtar a sua própria vida? E acontece o mesmo a plantas ou árvores?
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10 Mandamentos de como economizar na comida
- A alimentação é uma das maiores despesas de um orçamento familiar, e embora deva poupar sempre que possível, é a única fatia do orçamento em que nunca deve deixar de ter em atenção a qualidade. Se ter um telemóvel de gama baixa é suficiente para fazer chamadas, comprar alimentos estragados para poupar dinheiro é uma péssima ideia. Por isso siga as seguintes dicas para poupar em comida:
- Cozinhe em casa frequentemente. A forma mais barata e saudável de se alimentar é cozinhar em casa, no entanto nos dias de hoje pode ser complicado conciliar o trabalho com o tempo necessário para cozinhar as refeições. Experimente fazer a comida durante o fim de semana e depois congelar em doses individuais para comer durante o resto da semana.
- Faça o seu próprio café. O custo de um café anda à volta de 50c (no mínimo). Se cada elemento da sua família (de 4 pessoas) beber 2 cafés por dia são 8 cafés diários (8 x 50c = 4 euros). Ora 4 euros x 365 dias têm um custo de 1.460 euros por ano!
- Leve almoço para o emprego, pelo menos alguns dias por semana.
- Faça uma lista antes de ir às compras. Pode economizar nas compras impulsivas nos hipermercados. Se seguir a lista, não terá a tentação de procurar as promoções de artigos que normalmente não precisa. Se cozinhar em casa, leve a lista dos ingredientes necessários para a semana toda, assim vai economizar também nas deslocações ao supermercado.
- Vá às compras quando está com pressa. Desta forma, tem mesmo de comprar apenas o que tem planeado e não vai ter tempo para andar a passear pelos supermercados à procura de boas “promoções”, que depois não vai precisar.
- Tenha atenção aos prazos de validade. É impressionante a quantidade de pessoas que se vê nas compras, que nem olham para este importante dado nos alimentos. De que serve comprar 5 litros de leite se a validade acaba ao fim de 2 dias?
- Compre promoções em que esteja a acabar o prazo de validade. Esta dica não é contrária à anterior. Por vezes existem promoções interessantes (50% ou mais) de alimentos que acabam ao fim de 2 ou 3 dias. Se tiver a certeza que os vai consumir nesse período, e se for um alimento que estava na sua lista de compras (não compre só por estar em promoção), aproveite para economizar mais um pouco.
- Compre em quantidade sempre que possível. Alimentos ou outros produtos que têm prazos de duração grandes, como sejam: massas, feijão, arroz, pasta de dentes, champô, papel higiénico, etc. Estes são os únicos casos em que pode comprar um produto que não esteja na lista, mas que tenha uma promoção que lhe vai permitir poupar bastante a médio prazo.
- Compre alimentos genéricos sempre que possível. Os alimentos genéricos são muitas vezes de qualidade igual ou superior com custos mais baixos, porque não têm em cima do preço muitas agravantes dos produtos de marca (sendo a principal, o marketing e a publicidade). O que deve fazer é, procurar se existe uma marca genérica do que pretende (por exemplo, cereais para o pequeno-almoço) e depois experimentar em sua casa, se gostar passa a comprar daquela marca, se não gostar continua a comprar a sua marca preferida.
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terça-feira, agosto 19, 2008
Shakespeare e o seu editor
Hugh Laurie e Rowan Atkinson
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Créditos do Psycho de Hitchcock (versão Saul Bass)
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um olhar artificial em ambientes domesticados - Parte 1

Resposta: Esse tópico obviamente já foi considerado antes, mas pode surpreender saber que ele também vem sendo considerado e estudado por muitos programas sancionados e bem fundados por parte de muitos governos mundiais. A incerteza dos ambientes e recursos externos da Terra necessitam da consideração de um planeamento alternativo. Um dos problemas relativos aos estudos actuais é que a proposição é mal compreendida e desacreditada.
Pergunta: Houve um tempo na história recente da Terra durante a qual a Humanidade escolheu ou foi forçada a viver em ambientes criados artificialmente?
Resposta: Quase todo ambiente é artificialmente criado, isso deve ser entendido. Logo as distinções entre o que é natural e artificial irá mudar e se redefinir. A Ciência já criou modelos artificiais de DNA e prevê muitos usos para eles. Certamente as linhas que definem esse assunto irão borrar cada vez mais.
Se uma porção sustentável do interior da Terra fosse feita para se parecer com os seus actuais ambientes externos, você realmente saberia a diferença? E mesmo que soubesse, a próxima geração ou a seguinte a ela ainda saberia a diferença?
Este foi o caso há muito tempo, e será o caso, de novo. Enquanto os eventos sobre a Terra continuarem a se desdobrar, as comunidades experimentais abaixo da Terra, sobre a Terra, bem como sobre a Lua e tão distantes quanto Marte serão estabelecidas.
A que ponto poderia um cidadão da Terra se tornar um cidadão de Marte, ou um Marciano? A resposta é, quando o ambiente e a comunidade se adaptarem um ao outro, mente, espírito e corpo reconhecerão o vínculo. Baseado nesse reconhecimento, o corpo habituará e até mesmo desenvolverá rapidamente sua fisiologia para combinar as necessidades dos seus ambientes interno e externo. Dentro de poucas gerações, um ambiente que era anteriormente tóxico pode se tornar hospitaleiro. Vocês ficariam surpresos com o quão rapidamente os pulmões particularmente podem se adaptar.
Lembre-se que mesmo os ambientes artificiais são feitos da mesma “coisa” consciente que aqueles que são percebidos como naturais; portanto, a consciência é a única realidade apenas porque é toda possibilidade.
Pergunta: Uma planta artificial colocada próxima de uma real vai reagir de forma diferente se fôr colocada em companhia de outras plantas artificiais?
Resposta : Vai depender da consciência relativa do ambiente em que a experiência ocorre. Uma planta natural sabe que é real, mas uma planta artificial não sabe que não é. Por exemplo: você presume que alguns de seus amigos e familiares não se dão conta do próprio desenvolvimento da consciência, mas eles poderiam discordar, vê? Consciência é a chave.
Quando colocadas próximo de uma planta orgânica, uma planta artificial pode se tornar menos densa, molecularmente falando. Plantas não têm pensamentos, mas possuem consciência. Plantas artificiais não são tão afortunadas, ainda que haja uma inteligência inata em todas as coisas que emanam um “factor de ressonância”.
As plantas absorvem a consciência relativa dos membros da casa. Deixada em companhia da televisão, uma planta vai atrofiar ou crescer irregularmente, se o seu dono achar que ela recebeu muita ou pouca água ou luz do sol. Deixada em companhia de exibições musicais, pode reorganizar sua folhagem ou mesmo mudar de cor. Num ambiente argumentativo ela pode se tornar mais densa, e num ambiente depressivo ela pode decair ou mesmo perder as folhas.
As plantas, tais como os animais domésticos, nossos companheiros, são parte do ‘corpo’ emocional de um ambiente. Elas irradiam bondade e compaixão e reciclam a toxidade, mas é importante lembrar que elas não são responsáveis pela manutenção do ambiente no qual são colocadas. Elas pertencem a um ambiente por escolha; não são cativas nem pertencem a nada ou ninguém, e têm a sua próprio forma de expressar o seu desprazer.
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