segunda-feira, setembro 03, 2007
domingo, setembro 02, 2007
escapadinhas
Trata-se de um desporto nacional que antes se chamava "ir à terra". A diferença é que se fores à tua terra, vais de borla, e se fizeres turismo rural vais a uma terra que não é a tua e pagas uma pipa de massa. Para fazer turismo rural não serve qualquer terra. Tem de ser uma Terra "com encanto".
E o que é uma terra "com encanto"?
Obviamente, é uma terra que está num guia de terras "com encanto". Está-se mesmo a ver. A estas terras chega-se normalmente por uma estrada municipal "com encanto", que é uma estrada com tantos buracos e tantas curvas que quando chegas à terra estás mortinho para sair do carro.
E quando entras no café tentas integrar-te com os vizinhos.
- Bom dia, compadres! O que é que é típico daqui?
E o gajo do café pensa: "Aqui o típico é que venham os artolas da cidade ao fim-de-semana gastar duzentos contos".
A seguir, ficas instalado numa casa rural ou "casa com encanto", que é uma casa decorada com muitos vasinhos e réstias de alhos penduradas do tecto, que não tem televisão, nem rádio, nem microondas.
Em contrapartida, tem uns cabrões de uns mosquitos
que à noite fazem mais barulho que uma Famel Zundapp.
Depois apercebes-te que os da terra vivem numas casas que não têm Encanto nenhum, mas têm jacuzzi, parabólica, Internet e video-porteiro. A tua casa não tem video-porteiro, mas tem uma chave que pesa meio quilo.
Outra vantagem de fazer turismo rural é que podes escolher entre uma Casa vazia ou ir viver com os donos da casa.
Fantástico!!! Vais de férias e, além da tua, ainda tens de aguentar uma família postiça. Que à noite queres ver o filme, eles os documentários e tu perguntas-te: "Quem é que manda mais? Eu, que paguei 600 euros ou este senhor que vive aqui?" Ganha ele, que tem um cacete.
Ainda por cima, dizem-te que tens "a possibilidade de te integrares nos trabalhos do campo". O que quer dizer que te acordam às cinco da manhã para ordenhar uma vaca. Não te lixa?
É como ires à bomba da gasolina e teres de pôr tu a gasolina, ou como ires ao McDonalds e teres de arrumar o tabuleiro. Ou seja, o normal.
Então, levantas-te às cinco para ordenhar as vacas. E digo eu: porque raio é que é preciso ordenhar as vacas tão cedo? O leite está lá! Não se podem ordenhar depois do pequeno-almoço? Eu acho que isto é só para chatear, porque a vaca deve ficar muita contente por a acordarem às cinco da manhã para um estranho lhe vir mexer nas mamas.
A vaca olha para ti como se dissesse: "Ouve lá, pá! Se queres leite vai ao frigorífico e abre um pacote!" É que é mesmo só para chatear!!!
Mas o "encanto" definitivo são "as actividades ao ar livre". Como quando te põem a fazer caminhada, que é aquilo a que normalmente se chama andar, e consiste, exactamente, em por um pé em frente ao outro até não poderes mais, enquanto os da terra vão num jipe com ar condicionado. Mas tu feliz da vida.
Vais pelo campo atordoado. Tornas-te bucólico e tudo te parece
impressionante: vês uma vaca e dizes: "Ummmmm, que cheirinho a campo". A campo não, a bosta!!! Mas, isso sim, é o bosta "com encanto". E tudo, seja o que for, te sabe maravilhosamente: na mesa pespegam-te dois ovos estrelados com chouriço e tu na cidade não comes estes ovos, nem estes chouriços. E perguntas ao empregado?
- Este chouriço é da matança?
- Quase, porque o gajo do camião da Izidoro ia morrendo ali na curva.
De repente, ouves umas badaladas e dizes:
- Ah! Que paz! Não há nada como o som de um sino!...
E o gajo do café diz-te:
- É gravado. Não vê o altifalante no campanário?
Nesse momento, perguntas-te se os ruídos das galinhas e dos grilos Não estarão num CD: "RuralMix2006", "Os 101 Maiores Êxitos Campestres".
A única coisa de que tens a certeza é que os cabrões dos mosquitos são verdadeiros.
Pareces um Ferrero Rocher com varicela!!!
Eu acho que, de segunda a sexta, as pessoas destas terras vivem como toda a gente, mas ao fim-de-semana espalham pela estrada uns tipos mascarados de pastores e quando veêm que se aproxima um carro, avisam os da terra pelo telemóvel: "Hey, vêm aí os do turismo rural!" E mudam o cartaz de "Videoclube" pelo de "Tasca", soltam uns cães pelas ruas e sentam à entrada na terra dois avôzinhos a fazer sapatos, que depois tu compras uns e saem-te mais caros que uns Nike.
Enfim, acho que uma montagem tão grande como esta não pode ser obra de pessoas isoladas. Tenho a certeza de estão implicadas as autoridades.
Imagino o Presidente da Câmara: - "Queridos conterrâneos: este Verão, para aumentar o turismo, vamos importar mais mosquitos do Amazonas, que no ano passado tiveram imenso êxito. E quero ver toda a gente com boina, nada de bonés de pala da Marlboro. E façam o favor de pintar o espaço entre as sobrancelhas, que assim não parecem da província! E as avós: nada de topless na ribeira, que espantam os mosquitos! E só mais uma coisa: este ano não é preciso ninguém fazer de maluquinho da terra, que com os que vêm de fora já chega!
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reduzamo-nos à nossa dimensão
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precisa-se
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uma receita para me manter fresquinha
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memórias de António Gedeão
Rascunho do Poema da Memória
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Poema da Memória
(Poema Póstumo, 1983)
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Havia no meu tempo um rio chamado Tejo
que se estendia ao Sol na linha do horizonte.
Ia de ponta a ponta, e aos seus olhos parecia
exactamente um espelho
porque, do que sabia,
só um espelho com isso se parecia.
De joelhos no banco, o busto inteiriçado,
só tinha olhos para o rio distante,
os olhos do animal embalsamado
mas vivo
na vítrea fixidez dos olhos penetrantes.
Diria o rio que havia no seu tempo
um recorte quadrado, ao longe, na linha do horizonte,
onde dois grandes olhos,
grandes e ávidos, fixos e pasmados,
o fitavam sem tréguas nem cansaço.
Eram dois olhos grandes,
olhos de bicho atento
que espera apenas por amor de esperar.
E por que não galgar sobre os telhados,
os telhados vermelhos
das casas baixas com varandas verdes
e nas varandas verdes, sardinheiras?
Ai se fosse o da história que voava
com asas grandes, grandes, flutuantes,
e poisava onde bem lhe apetecia,
e espreitava pelos vidros das janelas
das casas baixas com varandas verdes!
Ai que bom seria!
Espreitar não, que é feio,
mas ir até ao longe e tocar nele,
e nele ver os seus olhos repetidos,
grandes e húmidos, vorazes e inocentes.
Como seria bom!
Descaem-se-me as pálpebras e, com isso,
(tão simples isso)
não há olhos, nem rio, nem varandas, nem nada.
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Memória sobre os teus olhos
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Magníficos.
como os jactos que aguardam no aeroporto o iminente sinal da partida,
seus grandes olhos imensos escorvam, impacientes,
o subsolo da imagem pressentida.
Perfurantes como as brocas dos mineiros,
pontas de aço-vanádio
que o cubro alcançam sem perder o gume,
um fogo o olhar o queima, um mar invade-o,
um lume feito de água, água de lume.
Súbito, seus grandes olhos imensos descolam e levantam voa.
Ei-los que sobem.
Seu movimento é como se apenas as coisas deles se afastassem,
é como se move o tempo, sem agravo nem estrago,
como boiam as folhas na dormência do lago,
como bate o coração do homem enterrado no chão.
Na estática subida a que se entregam
são o próprio silêncio em que navegam,
são a curva do espaço,
a quarta dimensão.
Cá em baixo,
onde as superfícies se avaliam
multiplicando pi por érre dois,
um formigueiro de bois
desenha na planície coloridos talhões.
Cumprem-se as sementeiras.
As cores são as bandeiras;
os regos, os limites das nações.
Um rabiar de células,
Cultura de bactérias num capacete de aço,
ziguezagueiam, obstinadas como libélulas,
num charco de sargaço.
Entretanto,
seus grandes olhos imensos olham, e olhando,
no desígnio frontal que não hesita nem disfarça,
com linhas de olhos vão bordando a talagarça.
Sento-me à secretária,
preparo-a, limpo-a, esfrego-a
na aflita busca do mais puro espaço,
e com o esquadro e a régua,
o lápis e o compasso,
construo os olhos d'Ela.
Deliberada e escrupulosamente
ergue-se a construção de arquitectura mansa,
quase cinicamente,
como quem premedita uma vingança.
(Aliás
o engano, a ilusão,
a mentira, a falsidade,
o perjúrio, a invenção,
tudo, em Amor, é verdade.)
Eis os mais lindos olhos deste mundo.
O Amor os fez.
Proas de galeões de velas pandas,
meninas a correr que chegam às varandas
olhando o mundo pela primeira vez.
Dou-lhes uns toques nas íris, um tempero
na plácida inocência,
um miligrama de cianeto, morte sem desespero,
acicate da humana permanência.
Sobre o fundo sombrio um tom de folha seca
de plátano, uns veios
de clorofila,
mancha irisada
em redor da pupila,
óleo vertido no asfalto da estrada.
Encosto o rosto às mãos, e embevecido
contemplo a construção de linhas,
e finjo-me esquecido
como se não soubesse que são minhas.
Como se não soubesse
comovo-me e entrego-me no sorriso total,
Construo o meu real
conforme me apetece.
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a mulher que falava para-choquês
A vida mudou mesmo no dia em que foi escalada para ficar na cabine que atendia os veículos mais pesados. Quando o primeiro caminhão passou, ela reparou na frase escrita na parte de trás: "Nas curvas do teu corpo, capotei meu coração".
Ela começou a anotar as frases dos caminhões que atendeu naquele dia:
Na fila do supermercado:
Ao abrir o contra-cheque no trabalho:
No começo, as frases de pára-choques de caminhão eram colocadas no meio da conversa. Depois passaram a ser as únicas coisas ditas por Dirce. Até em momentos românticos, como na tarde em que ficou a sós com o noivo:
No dia da gravação, um carro da produtora foi buscar a mulher que falava pára-choquês em casa. Dirce estava sendo esperada por uma grande equipe. Foi direto para a sala de maquiagem.
- Você é muito mais bonita ao vivo do que na TV elogiou uma das maquiadoras.
Todos ficaram admirados como ela sempre conseguia encaixar uma frase de pára-choque de caminhão na conversa.
O diretor do comercial interrompeu aquele alvoroço na sala de maquiagem.
Dirce foi levada até o set de filmagem, onde mais um batalhão de profissionais a esperava. Três novos modelos de caminhões estavam perfilados no estúdio. Dirce ensaiou a única frase que precisaria dizer. O texto era um pára-choque de caminhão: O sol nasce para todos; a sombra para quem merece. E apontava para os caminhões.Quando estava tudo pronto para começar, um desastre! Um dos refletores de luz caiu bem na cabeça de Dirce. Aí...
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sábado, setembro 01, 2007
quartel de bombeiros na Cidade do México :-)
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exemplos a seguir







o enervante marketing na caixa do correio
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old parr

Em Westminster Abbey há um túmulo cujo epitáfio é o seguinte:
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THO: PARR OF YE COUNTY OF SALLOP. BORNEIN AD: 1483. HE LIVED IN YE REIGNES OF TENPRINCES VIZ: K.ED.4. K.ED.5.K.RICH.3.K.HEN.7.K.HEN.8.K.EDW.6.Q.MA.Q.ELIZK.JA. & K. CHARLES. AGED 152 YEARES.& WAS BURYED HERE NOVEMB. 15. 1635.
.
É verdade. Thomas Parr supostamente viveu 152 anos. Nasceu em 1483, foi descoberto vivo em 1635 pelo Duque de Arundel, e Londres enlouqueceu. Parr conheceu Charles I; Rubens e Van Dyke pintaram-no; os poetas idolatravam-no ; e este facto, finalmente, matou-o.
Provávelmente os seus registos confundiram-no com os do seu avô, mas que era realmente muito velho, era. Ele atribuiu a sua longevidade à alimentação vega e a um estilo de vida zen, adjuvado do facto de ter sido um filho muito tardio de um casamento realizado que durou 100 anos.
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o nome do homem comum em vários países
Austria: Hans Meier
Belgium: Jan Janssen
Chile: Juan P鲥z
Colombia: Fulano de Tal
Croatia: Ivan Horvat
Czech Republic: Jan Nov/li>
Estonia: Jaan Tamm
France: Jean Dupont
Guatemala: Juan P鲥z
India: Ashok Kumar
Italy: Mario Rossi
Latvia: Janis Berzini??
Lithuania: Vardenis Pavardenis
Malta: Joe Borg
New Zealand: Joe Bloggs
Philippines: Juan dela Cruz
Poland: Jan Kowalski
Portugal: Manuel dos Santos
Romania: Ion Popescu
Singapore: Tan Ah Kow
Slovenia: Janez Novak
South Africa: Koos van der Merwe
Turkey: Ali Veli Konya
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um raro privilégio: a minha foto preferida
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o rol dos números
60,000 sacos de plástico = o número usado nos Estados Unidos todos os 5 segundos
.8 milhões de palitos = o número de árvores cortadas nos Estados Unidos, mensalmente, para a produção de catálogos de compras pelo correio.
2 milhões de garrafas de plástico = o número de garrafas de plástico utilizadas nos Estados Unidos de 5 em 5 minutos
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ecologia







escrever : algumas opiniões
The ever-fascinating Endicott Redux recently posted a video of Ben Okri discussing his approach to writing, in which he says:
“A story is not a beginning, a middle, and an end. A story is much richer than that. A story is almost like an interval in the enchantment of living. Phases of music, that’s what a story really is. It’s not that this happened to this person and then they did that, that’s not what a story is.”
"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."
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planetarium tellurium
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Fernando Moraes e os segredos de Paulo Coelho
Foi movido pelo interesse e curiosidade sobre a vida do brasileiro que mais vende livros no mundo que Fernando Moraes decidiu escrever a ainda inédita biografia de Paulo Coelho, que tem o título provisório de “O mago – a extraordinária história de Paulo Coelho”..
“Acho que a minha curiosidade jornalística de querer saber a história de um autor que é um fenômeno é a mesma que o mundo deve ter”, disse à G1.
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Para colocar o projeto em andamento, o escritor, que já havia registrado as vidas da militante comunista Olga Benário e do magnata das comunicações Assis Chateubriand, contatou Paulo Coelho, com quem só conversara uma vez por e-mail, e logo ganhou a confiança do autor. “Ele disse que tinha recusado cerca de 30 convites idênticos ao meu, mas que, por se tratar de Fernando Moraes, ele toparia. Fiquei lisonjeado”. O trabalho começou há quase três anos, em 2004, quando Moraes passou a acompanhá-lo em suas viagens. Juntos foram à Hungria, Egito, República Tcheca, entre outras localidades na Europa Central, e registraram várias horas de gravações.
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Nesse tempo de convivência, revela o biógrafo, foi impossível não surgir cumplicidade e amizade entre os dois escritores. “Mas também tomo meus cuidados para manter um distanciamento profissional, que é necessário”, destacou. A confiança que ele adquiriu foi tal que ficou acertado entre eles que Paulo não leria os originais do livro. “Quando ele me pergunta alguma coisa, eu não conto e digo: ‘vai ter que comprar o livro para saber’.” BAÚ ESCONDIA “TESOURO’ DE 40 ANOS Fernando Moraes revelou que, em certa ocasião, ao ler o testamento de Paulo Coelho, sua atenção foi direcionada à menção de um tal “baú” trancado com cadeado e que deveria ser incinerado, com todo o conteúdo, logo após a sua morte. “Fiquei curiosíssimo e queria saber o que havia dentro. Ele (Paulo) disse que não era importante, mas eu insisti e disse que se não fosse importante ele não teria feito isso.” Foi quando Paulo lhe fez um desafio: se descobrisse o militar que o prendeu injustamente no interior do Paraná sob acusações de terrorismo, em 1969, aterrorizando-o durante uma semana, ele poderia abrir o baú. “Quando eu lhe mandei a entrevista e a foto do militar, ele me mandou a chave e eu descobri que, ali dentro, havia 40 anos de diários dele.”
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Trechos importantes do “tesouro” de Paulo Coelho estarão na biografia escrita por Fernando Moraes. Dividida em duas partes, a primeira narra do nascimento até a visão que teve num campo de concentração da Alemanha. Segundo o escritor, a pessoa que aparece a Paulo na visão e que se torna seu mestre na seita "Regnus Agnus Mundi" (RAM) tem a sua identidade revelada na obra. Já a segunda parte, é destinada ao sucesso e à glória do autor, depois de ter realizado o sonho da vida dele, de publicar um livro e se tornar um escritor lido no mundo inteiro.
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“O leitor poderá encontrar tudo sobre Paulo Coelho neste livro, sem absolutamente nenhum segredo”, garantiu, sem medo de levar bronca do biografado. “O Paulo sempre foi misterioso, mas acho que resolveu confiar em mim por um conjunto de fatores. O fato de ter chegado aos 60 anos e de não ter ainda uma biografia nessas dimensões fez com que ele lidasse bem com tudo isso. Só às vezes que fica um pouco ansioso, me perguntando a toda hora: ‘E o livro? E o livro?’”.
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Ah sim, mas e o livro? De acordo com Fernando, a obra será finalizada até o dia 15 de setembro e deverá ser lançada no Brasil até o final de 2007, pela editora Planeta.
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Autora: CARLA FERENSHITZ
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O site das escapadinhas
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