segunda-feira, setembro 03, 2007

sabias que ....?

Não há cálice na mesa da Última Ceia de Leonardo Da Vinci ... mas há um sobre a cabeça de Bartolomeu (o primeiro a contar da esquerda)

richard mille e o tempo





domingo, setembro 02, 2007

escapadinhas

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Turismo Rural

Trata-se de um desporto nacional que antes se chamava "ir à terra". A diferença é que se fores à tua terra, vais de borla, e se fizeres turismo rural vais a uma terra que não é a tua e pagas uma pipa de massa. Para fazer turismo rural não serve qualquer terra. Tem de ser uma Terra "com encanto".

E o que é uma terra "com encanto"?
Obviamente, é uma terra que está num guia de terras "com encanto". Está-se mesmo a ver. A estas terras chega-se normalmente por uma estrada municipal "com encanto", que é uma estrada com tantos buracos e tantas curvas que quando chegas à terra estás mortinho para sair do carro.

E quando entras no café tentas integrar-te com os vizinhos.
- Bom dia, compadres! O que é que é típico daqui?
E o gajo do café pensa: "Aqui o típico é que venham os artolas da cidade ao fim-de-semana gastar duzentos contos".

A seguir, ficas instalado numa casa rural ou "casa com encanto", que é uma casa decorada com muitos vasinhos e réstias de alhos penduradas do tecto, que não tem televisão, nem rádio, nem microondas.
Em contrapartida, tem uns cabrões de uns mosquitos
que à noite fazem mais barulho que uma Famel Zundapp.

Depois apercebes-te que os da terra vivem numas casas que não têm Encanto nenhum, mas têm jacuzzi, parabólica, Internet e video-porteiro. A tua casa não tem video-porteiro, mas tem uma chave que pesa meio quilo.

Outra vantagem de fazer turismo rural é que podes escolher entre uma Casa vazia ou ir viver com os donos da casa.
Fantástico!!! Vais de férias e, além da tua, ainda tens de aguentar uma família postiça. Que à noite queres ver o filme, eles os documentários e tu perguntas-te: "Quem é que manda mais? Eu, que paguei 600 euros ou este senhor que vive aqui?" Ganha ele, que tem um cacete.

Ainda por cima, dizem-te que tens "a possibilidade de te integrares nos trabalhos do campo". O que quer dizer que te acordam às cinco da manhã para ordenhar uma vaca. Não te lixa?


É como ires à bomba da gasolina e teres de pôr tu a gasolina, ou como ires ao McDonalds e teres de arrumar o tabuleiro. Ou seja, o normal.


Então, levantas-te às cinco para ordenhar as vacas. E digo eu: porque raio é que é preciso ordenhar as vacas tão cedo? O leite está lá! Não se podem ordenhar depois do pequeno-almoço? Eu acho que isto é só para chatear, porque a vaca deve ficar muita contente por a acordarem às cinco da manhã para um estranho lhe vir mexer nas mamas.

A vaca olha para ti como se dissesse: "Ouve lá, pá! Se queres leite vai ao frigorífico e abre um pacote!" É que é mesmo só para chatear!!!

Mas o "encanto" definitivo são "as actividades ao ar livre". Como quando te põem a fazer caminhada, que é aquilo a que normalmente se chama andar, e consiste, exactamente, em por um pé em frente ao outro até não poderes mais, enquanto os da terra vão num jipe com ar condicionado. Mas tu feliz da vida.
Vais pelo campo atordoado. Tornas-te bucólico e tudo te parece
impressionante: vês uma vaca e dizes: "Ummmmm, que cheirinho a campo". A campo não, a bosta!!! Mas, isso sim, é o bosta "com encanto". E tudo, seja o que for, te sabe maravilhosamente: na mesa pespegam-te dois ovos estrelados com chouriço e tu na cidade não comes estes ovos, nem estes chouriços. E perguntas ao empregado?
- Este chouriço é da matança?
- Quase, porque o gajo do camião da Izidoro ia morrendo ali na curva.

De repente, ouves umas badaladas e dizes:
- Ah! Que paz! Não há nada como o som de um sino!...
E o gajo do café diz-te:
- É gravado. Não vê o altifalante no campanário?
Nesse momento, perguntas-te se os ruídos das galinhas e dos grilos Não estarão num CD: "RuralMix2006", "Os 101 Maiores Êxitos Campestres".
A única coisa de que tens a certeza é que os cabrões dos mosquitos são verdadeiros.
Pareces um Ferrero Rocher com varicela!!!

Eu acho que, de segunda a sexta, as pessoas destas terras vivem como toda a gente, mas ao fim-de-semana espalham pela estrada uns tipos mascarados de pastores e quando veêm que se aproxima um carro, avisam os da terra pelo telemóvel: "Hey, vêm aí os do turismo rural!" E mudam o cartaz de "Videoclube" pelo de "Tasca", soltam uns cães pelas ruas e sentam à entrada na terra dois avôzinhos a fazer sapatos, que depois tu compras uns e saem-te mais caros que uns Nike.
Enfim, acho que uma montagem tão grande como esta não pode ser obra de pessoas isoladas. Tenho a certeza de estão implicadas as autoridades.

Imagino o Presidente da Câmara: - "Queridos conterrâneos: este Verão, para aumentar o turismo, vamos importar mais mosquitos do Amazonas, que no ano passado tiveram imenso êxito. E quero ver toda a gente com boina, nada de bonés de pala da Marlboro. E façam o favor de pintar o espaço entre as sobrancelhas, que assim não parecem da província! E as avós: nada de topless na ribeira, que espantam os mosquitos! E só mais uma coisa: este ano não é preciso ninguém fazer de maluquinho da terra, que com os que vêm de fora já chega!

red bull air race

reduzamo-nos à nossa dimensão


A Terra vista a 4 biliões de milhas, fotografada pelo Voyager no dia 1 de Junho de 1990
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De um ponto azul pálido azul, " o astrónomo Carl Sagan, disse "É aqui. É a nossa casa. Somos nós. Nela todos os que amamos, todos os que conhecemos, todos os que ouvimos falar, todo o ser humano que já cá esteve, viveram as suas vidas. O agregado da nossa alegria e sofrimento, milhares de religiões determinadas, ideologias, e doutrinas económicas, todos os caçadores e caçados, todos os heróis e cobardes, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e cada súbito, todos os casais apaixonados, todos os pais e mães, crianças cheias de esperança, inventor e explorador, cada professor da moral, todos os politicos corruptos, cada actor, cada líder supremo, cada santo e pecador, na história das nossas espécies vividas ali - num mote suspenso de um raio de sol."

victoria vox

Victoria Plays Ukulele While Driving

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parabéns atrasados, Sr. António !

ases do pedal

rowan atkinson e a bateria invisível

precisa-se

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liberdade


uma receita para me manter fresquinha


mãos... dedos... mãos entrelaçadas...

uma maré de proximidade.

Ondas que tocam e salpicam almas.

Ah !! e criam música, em silêncio. Atraindo.
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Autor: Luis Manuel

cat power






memórias de António Gedeão


"Mata primeiro o elefante e depois arranca-lhe os pêlos da cauda."
(Provérbio Africano)
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Rascunho do Poema da Memória
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Poema da Memória

(Poema Póstumo, 1983)
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Havia no meu tempo um rio chamado Tejo
que se estendia ao Sol na linha do horizonte.
Ia de ponta a ponta, e aos seus olhos parecia
exactamente um espelho
porque, do que sabia,
só um espelho com isso se parecia.
De joelhos no banco, o busto inteiriçado,
só tinha olhos para o rio distante,
os olhos do animal embalsamado
mas vivo
na vítrea fixidez dos olhos penetrantes.
Diria o rio que havia no seu tempo
um recorte quadrado, ao longe, na linha do horizonte,
onde dois grandes olhos,
grandes e ávidos, fixos e pasmados,
o fitavam sem tréguas nem cansaço.
Eram dois olhos grandes,
olhos de bicho atento
que espera apenas por amor de esperar.
E por que não galgar sobre os telhados,
os telhados vermelhos
das casas baixas com varandas verdes
e nas varandas verdes, sardinheiras?
Ai se fosse o da história que voava
com asas grandes, grandes, flutuantes,
e poisava onde bem lhe apetecia,
e espreitava pelos vidros das janelas
das casas baixas com varandas verdes!
Ai que bom seria!
Espreitar não, que é feio,
mas ir até ao longe e tocar nele,
e nele ver os seus olhos repetidos,
grandes e húmidos, vorazes e inocentes.
Como seria bom!
Descaem-se-me as pálpebras e, com isso,
(tão simples isso)
não há olhos, nem rio, nem varandas, nem nada.

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Memória sobre os teus olhos

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Magníficos.
como os jactos que aguardam no aeroporto o iminente sinal da partida,
seus grandes olhos imensos escorvam, impacientes,
o subsolo da imagem pressentida.
Perfurantes como as brocas dos mineiros,
pontas de aço-vanádio
que o cubro alcançam sem perder o gume,
um fogo o olhar o queima, um mar invade-o,
um lume feito de água, água de lume.
Súbito, seus grandes olhos imensos descolam e levantam voa.
Ei-los que sobem.
Seu movimento é como se apenas as coisas deles se afastassem,
é como se move o tempo, sem agravo nem estrago,
como boiam as folhas na dormência do lago,
como bate o coração do homem enterrado no chão.
Na estática subida a que se entregam
são o próprio silêncio em que navegam,
são a curva do espaço,
a quarta dimensão.
Cá em baixo,
onde as superfícies se avaliam
multiplicando pi por érre dois,
um formigueiro de bois
desenha na planície coloridos talhões.
Cumprem-se as sementeiras.
As cores são as bandeiras;
os regos, os limites das nações.
Um rabiar de células,
Cultura de bactérias num capacete de aço,
ziguezagueiam, obstinadas como libélulas,
num charco de sargaço.
Entretanto,
seus grandes olhos imensos olham, e olhando,
no desígnio frontal que não hesita nem disfarça,
com linhas de olhos vão bordando a talagarça.
Sento-me à secretária,
preparo-a, limpo-a, esfrego-a
na aflita busca do mais puro espaço,
e com o esquadro e a régua,
o lápis e o compasso,
construo os olhos d'Ela.
Deliberada e escrupulosamente
ergue-se a construção de arquitectura mansa,
quase cinicamente,
como quem premedita uma vingança.
(Aliás
o engano, a ilusão,
a mentira, a falsidade,
o perjúrio, a invenção,
tudo, em Amor, é verdade.)
Eis os mais lindos olhos deste mundo.
O Amor os fez.
Proas de galeões de velas pandas,
meninas a correr que chegam às varandas
olhando o mundo pela primeira vez.
Dou-lhes uns toques nas íris, um tempero
na plácida inocência,
um miligrama de cianeto, morte sem desespero,
acicate da humana permanência.
Sobre o fundo sombrio um tom de folha seca
de plátano, uns veios
de clorofila,
mancha irisada
em redor da pupila,
óleo vertido no asfalto da estrada.
Encosto o rosto às mãos, e embevecido
contemplo a construção de linhas,
e finjo-me esquecido
como se não soubesse que são minhas.
Como se não soubesse
comovo-me e entrego-me no sorriso total,
Construo o meu real
conforme me apetece.

brian dettmer





a mulher que falava para-choquês



Cada um tinha um jeito de fazer o tempo passar mais depressa. Dirce ficava seis horas espremida em uma das cinco cabines do pedágio no quilômetro 54. A rodovia não era das mais movimentadas. Às vezes, havia intervalos de meia hora entre um veículo e outro. Valia tudo para se distrair: walkman, romances bem melosos, palavras-cruzadas...

A moça preferia criar passatempos. Quando o carro se aproximava, lá longe, ela tentava adivinhar quantas pessoas havia dentro. Em dias de pouco movimento, ficava empilhando as moedinhas de troco. Apesar da reclamação dos motoristas, torcia para nunca arredondarem o preço do pedágio. Essa era a rotina dela.
A vida mudou mesmo no dia em que foi escalada para ficar na cabine que atendia os veículos mais pesados. Quando o primeiro caminhão passou, ela reparou na frase escrita na parte de trás: "Nas curvas do teu corpo, capotei meu coração".

Dirce achou aquilo engraçadinho. Deu um sorriso e ficou repetindo mentalmente a frase. Veio outro caminhão com outra frase. Mais um e mais um pára-choque. Ao chegar em casa, porém, só conseguiu se lembrar de duas ou três. Foi assim que teve a idéia de levar um caderno de brochura para a cabine do pedágio no dia seguinte.
Ela começou a anotar as frases dos caminhões que atendeu naquele dia:

"Marido de mulher feia tem ódio de domingo e feriado", "Ladrão em casa de pobre só leva susto", "70 me passar, passe 100 atrapalhar".
Com o tempo, todos já a esperavam com as anotações, que ia lendo durante o jantar. Ninguém sabe precisar o dia em que as frases começaram a ser incorporadas nas conversas de Dirce como se fossem dela. Primeiro com as amigas:- Sabia que a Mirtes está de caso com o filho do dono da mercearia?
- "As mulheres perdidas são as mais procuradas".
Na fila do supermercado:
- "Pobre só come carne quando morde a língua".
Ao abrir o contra-cheque no trabalho:
- "Dinheiro de pobre parece sabão; quando pega, escorrega da mão".
No começo, as frases de pára-choques de caminhão eram colocadas no meio da conversa. Depois passaram a ser as únicas coisas ditas por Dirce. Até em momentos românticos, como na tarde em que ficou a sós com o noivo:
- Decidi: quero me casar com você. Aceita?
- "O amor é como a guerra: depois de declarado, não há mais paz". Era o jeito de dizer sim.
Os dois se casaram algum tempo depois (o padre quase parou a cerimônia, pois, no altar, a noiva soltou: "Se casamento fosse bom, não precisaria de testemunhas". Tiveram três filhos. "Casamento é o fim das criancices e o começo das criançadas", comentou. Dirce ganhou fama. Ficou conhecida como "a mulher que falava pára-choquês". Uma emissora de TV da capital veio entrevistá-la. E não havia pergunta que ela não respondesse com uma frase de pára-choque.
- Você nunca pensou em ter um caminhão? - perguntou a repórter.
- Não, não... "Motorista é igual bezerro: só dorme apertado".
E assim, de frase em frase, ela virou uma celebridade.

Até que Dirce recebeu uma proposta milionária da maior fabricante de caminhões do país para estrelar uma campanha publicitária. O marido de Dirce ficou exultante com os valores do contrato:
- Finalmente, vamos conseguir comprar nossa casa própria e o carrinho que sempre sonhamos... Graças ao seu talento, meu amor...
- Rico tem veia poética, pobre tem varizes, brincou Dirce.
No dia da gravação, um carro da produtora foi buscar a mulher que falava pára-choquês em casa. Dirce estava sendo esperada por uma grande equipe. Foi direto para a sala de maquiagem.
- Você é muito mais bonita ao vivo do que na TV elogiou uma das maquiadoras.
- A mulher foi feita da costela... Imagine se fosse do filé!, respondeu Dirce.
Todos ficaram admirados como ela sempre conseguia encaixar uma frase de pára-choque de caminhão na conversa.
- Seu cabelo também é muito bonito! disse o cabeleireiro contratado pela agência.
- Cabelo de pobre é como bandido: quando não está preso, está armado.
O diretor do comercial interrompeu aquele alvoroço na sala de maquiagem.
- Está tudo pronto? Vamos começar a filmar... disse ele.
- Fique tranqüila, Dirce. O seu texto será bem simples.
- A vida só é dura para quem é mole.
Dirce foi levada até o set de filmagem, onde mais um batalhão de profissionais a esperava. Três novos modelos de caminhões estavam perfilados no estúdio. Dirce ensaiou a única frase que precisaria dizer. O texto era um pára-choque de caminhão: O sol nasce para todos; a sombra para quem merece. E apontava para os caminhões.Quando estava tudo pronto para começar, um desastre! Um dos refletores de luz caiu bem na cabeça de Dirce. Aí...
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Conto de Marcelo Duarte, ilustrado por Mopa
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sábado, setembro 01, 2007

quartel de bombeiros na Cidade do México :-)




Mais Aqui

o enervante marketing na caixa do correio



I think I'm going to get in trouble for expressing my opinion so stridently, but I'm going to put up a page on my site for people who want to send me Press Releases. It's going to have this picture on it.It really pisses me off that press people consider me an outlet to push their marketing messages. It upsets me that people in the world can look at me and only see ways that they can scavenge some limited advantage through which to push their agendas. They see my personal expression, my unadulterated opinion and they think they can use it as a host for their parasitic bullshit. Worse still, I'm not sure they understand how revolting I find the whole thing. I'm not sure they get that I don't consider it part of my life's mission to carry the messaging they want to distribute. I don't think they understand that it's an insult to me for them to think that my voice is so apparently for sale. I find it degrading, patronising, cynical. It makes me want to hurl.One of the absolute worst things that has ever happened to my blog was an article last year that named plasticbag.org one of the UK's most influential blogs. I think it was on PRBlogger.com. The amount of crap I received from people who now viewed me as a useful and exploitable commodity put me off writing for months. Longer maybe. Being viewed like a piece of meat by people who wanted somehow to carve off a little of my feeble authenticity. Disgusting.Anyway, it would be difficult for me to say that getting sent lots of press releases consituted a real invasion of my life, or that it compromised my existence. But it did spoil a pleasure. It did sour a joy. It made me come to dislike one of the things that had been a particular pleasure in my life, and for that I'm furious. So I'm putting up a page for people who want to send me press releases. And it will say this on it. For as long as I have it up, plasticbag.org will never display anything that I'm asked to display. I will write about my employer only when I want to, when I'm proud of something they or I have done, not when I'm asked. And I will absolutely never talk about something that I receive through a press release, or as a consequence of someone giving me a freebie. There has to be one place in your life where you're absolutely resolutely not for sale. For me, that place is my personal site, the representation of me online. I'd no more let someone else compromise that voice than I'd let them tattoo their logo on my children.

old parr


Em Westminster Abbey há um túmulo cujo epitáfio é o seguinte:
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THO: PARR OF YE COUNTY OF SALLOP. BORNEIN AD: 1483. HE LIVED IN YE REIGNES OF TENPRINCES VIZ: K.ED.4. K.ED.5.K.RICH.3.K.HEN.7.K.HEN.8.K.EDW.6.Q.MA.Q.ELIZK.JA. & K. CHARLES. AGED 152 YEARES.& WAS BURYED HERE NOVEMB. 15. 1635.
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É verdade. Thomas Parr supostamente viveu 152 anos. Nasceu em 1483, foi descoberto vivo em 1635 pelo Duque de Arundel, e Londres enlouqueceu. Parr conheceu Charles I; Rubens e Van Dyke pintaram-no; os poetas idolatravam-no ; e este facto, finalmente, matou-o.
Provávelmente os seus registos confundiram-no com os do seu avô, mas que era realmente muito velho, era. Ele atribuiu a sua longevidade à alimentação vega e a um estilo de vida zen, adjuvado do facto de ter sido um filho muito tardio de um casamento realizado que durou 100 anos.

pensamento do dia

"All music is folk music. I ain't never heard no horse sing a song."
(Louis Armstrong)

o nome do homem comum em vários países



Australia: Fred Nurk
Austria: Hans Meier
Belgium: Jan Janssen
Chile: Juan P鲥z
Colombia: Fulano de Tal
Croatia: Ivan Horvat
Czech Republic: Jan Nov᫼/li>
Estonia: Jaan Tamm
France: Jean Dupont
Guatemala: Juan P鲥z
India: Ashok Kumar
Italy: Mario Rossi
Latvia: Janis Berzini??
Lithuania: Vardenis Pavardenis
Malta: Joe Borg
New Zealand: Joe Bloggs
Philippines: Juan dela Cruz
Poland: Jan Kowalski
Portugal: Manuel dos Santos
Romania: Ion Popescu
Singapore: Tan Ah Kow
Slovenia: Janez Novak
South Africa: Koos van der Merwe
Turkey: Ali Veli Konya

um raro privilégio: a minha foto preferida


Preciso da vossa opinião. Guardei esta fotografia para fazer de cabeçalho no meu blog. Hesitei muito porque a estou a expôr e ela faz parte de mim. Uma vez publicada, começa a ser vossa. Acham que deveria alterar o meu blog com este cabeçalho diferente ???? Aguardo muitas respostas. Não custa nada. É SIM ou NÃO.

derek hess

clica na imagem

o insuportável peso da indústria

clica na imagem

o rol dos números

60,000 sacos de plástico = o número usado nos Estados Unidos todos os 5 segundos


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8 milhões de palitos = o número de árvores cortadas nos Estados Unidos, mensalmente, para a produção de catálogos de compras pelo correio.
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2 milhões de garrafas de plástico = o número de garrafas de plástico utilizadas nos Estados Unidos de 5 em 5 minutos
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escrever : algumas opiniões


"There are three rules for writing the novel. Unfortunately, no one knows what they are." — Somerset Maugham

The ever-fascinating Endicott Redux recently posted a video of Ben Okri discussing his approach to writing, in which he says:

“A story is not a beginning, a middle, and an end. A story is much richer than that. A story is almost like an interval in the enchantment of living. Phases of music, that’s what a story really is. It’s not that this happened to this person and then they did that, that’s not what a story is.”

Graciliano Ramos, numa entrevista concedida em 1948
"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

corporeal

planetarium tellurium



Incrível e belo este relógio, calendário e planetário realizado por Richard Mille. Nele se mostram a rotação e translação da Terra, a inclinação da mesma no plano da elíptica, os movimientos da Lua, as suas fases e os movimentos de Mercúrio e Vénus. Uma verdadeira maravilha.

Fernando Moraes e os segredos de Paulo Coelho

Foi movido pelo interesse e curiosidade sobre a vida do brasileiro que mais vende livros no mundo que Fernando Moraes decidiu escrever a ainda inédita biografia de Paulo Coelho, que tem o título provisório de “O mago – a extraordinária história de Paulo Coelho”.
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“Acho que a minha curiosidade jornalística de querer saber a história de um autor que é um fenômeno é a mesma que o mundo deve ter”, disse à G1.
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Para colocar o projeto em andamento, o escritor, que já havia registrado as vidas da militante comunista Olga Benário e do magnata das comunicações Assis Chateubriand, contatou Paulo Coelho, com quem só conversara uma vez por e-mail, e logo ganhou a confiança do autor. “Ele disse que tinha recusado cerca de 30 convites idênticos ao meu, mas que, por se tratar de Fernando Moraes, ele toparia. Fiquei lisonjeado”. O trabalho começou há quase três anos, em 2004, quando Moraes passou a acompanhá-lo em suas viagens. Juntos foram à Hungria, Egito, República Tcheca, entre outras localidades na Europa Central, e registraram várias horas de gravações.
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Nesse tempo de convivência, revela o biógrafo, foi impossível não surgir cumplicidade e amizade entre os dois escritores. “Mas também tomo meus cuidados para manter um distanciamento profissional, que é necessário”, destacou. A confiança que ele adquiriu foi tal que ficou acertado entre eles que Paulo não leria os originais do livro. “Quando ele me pergunta alguma coisa, eu não conto e digo: ‘vai ter que comprar o livro para saber’.” BAÚ ESCONDIA “TESOURO’ DE 40 ANOS Fernando Moraes revelou que, em certa ocasião, ao ler o testamento de Paulo Coelho, sua atenção foi direcionada à menção de um tal “baú” trancado com cadeado e que deveria ser incinerado, com todo o conteúdo, logo após a sua morte. “Fiquei curiosíssimo e queria saber o que havia dentro. Ele (Paulo) disse que não era importante, mas eu insisti e disse que se não fosse importante ele não teria feito isso.” Foi quando Paulo lhe fez um desafio: se descobrisse o militar que o prendeu injustamente no interior do Paraná sob acusações de terrorismo, em 1969, aterrorizando-o durante uma semana, ele poderia abrir o baú. “Quando eu lhe mandei a entrevista e a foto do militar, ele me mandou a chave e eu descobri que, ali dentro, havia 40 anos de diários dele.”
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Trechos importantes do “tesouro” de Paulo Coelho estarão na biografia escrita por Fernando Moraes. Dividida em duas partes, a primeira narra do nascimento até a visão que teve num campo de concentração da Alemanha. Segundo o escritor, a pessoa que aparece a Paulo na visão e que se torna seu mestre na seita "Regnus Agnus Mundi" (RAM) tem a sua identidade revelada na obra. Já a segunda parte, é destinada ao sucesso e à glória do autor, depois de ter realizado o sonho da vida dele, de publicar um livro e se tornar um escritor lido no mundo inteiro.
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“O leitor poderá encontrar tudo sobre Paulo Coelho neste livro, sem absolutamente nenhum segredo”, garantiu, sem medo de levar bronca do biografado. “O Paulo sempre foi misterioso, mas acho que resolveu confiar em mim por um conjunto de fatores. O fato de ter chegado aos 60 anos e de não ter ainda uma biografia nessas dimensões fez com que ele lidasse bem com tudo isso. Só às vezes que fica um pouco ansioso, me perguntando a toda hora: ‘E o livro? E o livro?’”.
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Ah sim, mas e o livro? De acordo com Fernando, a obra será finalizada até o dia 15 de setembro e deverá ser lançada no Brasil até o final de 2007, pela editora Planeta.
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Autora: CARLA FERENSHITZ
Fonte: http://g1.globo.com/
Daqui

vitaly dmitriev