sexta-feira, agosto 22, 2008

I-scream = Eu (O) Grito - Edvard Munch)

5 comentários:

dp disse...

ó fresquinha este munch é outro bandido...a pintar seres andróginos naquela época, só podia...
beijo

Fresquinha disse...

Na minha perspectiva, não era a figura (andrógina ou não) que era importante para Edvard Munch ao pintar O Grito. Mas sim o Grito (em si mesmo)que acaba por ser "andrógino" por si mesmo. É o desespero, a solidão, o basta, que não se compadece do género.
Bj

Obrigada por participares.

Sónia Pessoa disse...

Imagem espectacular!

dp disse...

não tens nada de obrigadar...eu é que tenho sempre muito prazer em visitar as coisas preciosas que vais postando.

quanto ao meu comment e à tua resposta sobre o grito do munch, o defeito é meu que sou um cínico do caraças.

sobre o kafka, sou dos que acreditam que as fronteiras da moral na arte são em regra inexistentes. sobre o homem, a vida ensinou-me que todos nós temos senão um cadáver inteiro pelo menos alguns ossos algures dentro dum armário. o que torna o moralismo neocona ainda mais repugnante.

beijo.

Fresquinha disse...

Fronteiras da moral na arte, dizes bem, são mesmo inexistentes. Goste-se ou não se goste. Mas fala-se aqui de fornteiras da moral sociais. Ele projectava a imagem de um homem que não tinha ossos no armário :-) Essa é a questão.

Não percebi o que é que o teu cinisma tem haver com o objecto do quadro mas explicar-me-às mais tarde, se quiseres.
Se o quadro fosse a repressão de O homem / A mulher que grita, era uma coisa. Mas o quadro é sobre O Grito, em abstracto. Logo a forma do portador poderá ter a forma andrógina, ou qualquer outra. Acho eu. Mas, como sabes, cada um intrepreta como entende.